Dia 20 de fevereiro chega aos cinemas Dolittle, primeiro filme de Robert Downey Jr. após deixar o papel do Homem de Ferro. Essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

Dolittle estreia

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Mas afinal, Dolittle é bom?

Após a morte de sua esposa, o excêntrico Dr. John Dolittle (Robert Downey Jr. e um bizarro sotaque galês) decide se afastar dos humanos e viver em sua propriedade, rodeado apenas de animais. Dez anos se passam até que sua reclusão seja quebrada pela Rainha Vitória (Jessie Buckley), ou melhor, por sua filha Lady Rose (Carmel Laniado).

Entre a vida e a morte, ninguém consegue curar a Rainha, sendo o doutor que fala com animais sua última esperança. Mas ele não irá por altruísmo. Sua propriedade é de usufruto apenas enquanto a Rainha estiver viva. Montado em um avestruz e na companhia de seus amigos, Dolittle descobrirá no Palácio de Buckingham que a única salvação da Rainha é o fruto da Árvore do Éden. Um mito que custou a vida de sua própria esposa.

Assim, o doutor e seus amigos embarcam em uma jornada de navio para uma busca impossível. Ao mesmo tempo, a papagaia Poly (Emma Thompson) arma para que o garoto apaixonado por animais, Tommy Stubbins (Harry Collet), também faça parte da tripulação. É dele a missão de curar o coração de John Dolittle.

Com um desfile de diferentes animais salvos por Dolittle, o filme traz nomes conhecidos para serem suas vozes. O medroso gorila Chee-Chee (Rami Malek), a desengonçada girafa Betsy (Selena Gomez), a revolucionária raposa francesa Tutu (Marion Cotillard), a confusa pata Dab-Dab (Octavia Spencer), o tigre Barry que tem problemas maternos (Ralph Finnes) e o leal cachorro míope Jip (Tom Holland). E esses não são todos. Mais e mais personagens, que apenas Dolittle pode se comunicar, são adicionados à narrativa para criar a atmosfera já conhecida do personagem.

As adições humanas também roubam a atenção, em especial dois atores acostumados a serem estrelas. Michael Sheen é o Dr. Blair Müdfly, rival de Dolittle desde os tempos de faculdade. Já Antonio Banderas é o sogro do protagonista, o Rei Rassouli, que o culpa pela morte de sua única filha. Ambos são os grandes destaques do filme, deixando Downey Jr. para trás.

A realidade é que Dolittle é um filme infantil, sem pretensão de ser algo a mais. A volta à Era Vitoriana é uma quebra com a adaptação de Eddie Murphy e com a nossa realidade. Tudo é absurdo e irreal, com muito CGI, mas funciona para divertir. O reflexo disso se mostra na crítica internacional. Enquanto os críticos tentam encontrar um motivo para esse filme ter sido feito, a audiência se diverte.