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Hoje, 13 de fevereiro, chega aos cinemas brasileiros Sonic: O Filme, live-action do ouriço azul mais famoso do mundo. Essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

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Mas afinal, Sonic: O Filme é bom?

Filmes baseados em video games parecem destinados ao fracasso. Quando as primeiras imagens de um esticado ouriço foram liberadas, parecia que Sonic: O Filme entraria para o mesmo limbo de outras tantas adaptações. Surpreendentemente, não apenas o protagonista foi inteiramente refeito, como o filme é sim uma divertida homenagem ao grande sucesso da SEGA.

Desde muito cedo, Sonic (Ben Schwartz) aprendeu que sua super velocidade chamava a indesejada atenção daqueles que cobiçavam seu poder. Ainda criança (e extremamente fofo), Sonic tem de abandonar seu mundo pela nossa Terra. Munido apenas de anéis dourados que abrem portais para novos planetas, o ouriço azul deverá se criar sozinho e solitário, sempre atento aos inimigos e pronto para escapar.

Anos de solidão se passam para Sonic na pequena cidade de Green Hills, Montana. De longe, o porco-espinho se afeiçoa por aqueles que ele considera seus amigos, com o pequeno detalhe de que eles desconhecem a sua existência. Mas tudo vem à tona depois que ele perde o controle e libera um pulso magnético que chama atenção do Governo.

Para descobrir a fonte de tamanha energia, designam o maléfico Dr. Robotnik (Jim Carrey) e seus drones de última geração. Para evitar que seja capturado e possa ir para o próximo mundo (onde seus únicos amigos serão cogumelos gigantes), Sonic contará com a ajuda do chefe de polícia de Green Hills, Tom Wachowski (James Marden).

Por mais que faça sucesso entre as crianças nos dias de hoje, é inegável que o auge de Sonic foi os anos 90. E a grande sacada de Sonic: O Filme é absorver essa ideia. O cerne do filme é justamente a narrativa simplista de grandes sucessos da época: uma caçada que gera uma grande amizade. Mais do que isso, associar a personalidade tagarela e hiperativa do personagem às inúmeras referências aos anos 80 e 90, reforça a sensação de que esta é uma homenagem ao Sonic clássico.

Outra forte referência ao período é o próprio Jim Carrey. Se sua escolha como Robotnik parecia estranha, ao ver sua atuação, é o antigo Carrey que vem à mente. Todo o humor corporal que o marcaram em O Máskara e Ace Ventura, e o deixaram com o passar dos anos, está presente ao ponto do saudosismo. No fim das contas, o ator foi a escolha certa para trazer o Eggman à vida.

Marsden fica encarregado de auxiliar o ouriço e carrega bem as cenas com o personagem. Assim como na criação do personagem, em 1991, Sonic: O Filme adapta apenas o personagem título e seu vilão. E parece ser a única coisa que impede o filme de trazer exatamente a mesma atmosfera dos desenhos animados de Sonic. Mas, se a bilheteria refletir as expectativas do estúdio, há pleno espaço na narrativa para Tails e Knuckles.

Quanto à animação, é admirável que o estúdio tenha cedido aos pedidos dos fãs para refazer o personagem. Mas talvez isso tenha significado o sacrifício de outras partes. Ainda que Sonic esteja impecável, por vezes é possível ver que outras animações foram deixadas em segundo plano. Visível aos atentos, mas não chega a incomodar.

Para toda a família, Sonic: O Filme agradará aos novos e antigos fãs do personagem, sem cansar nenhum deles. Com sentimento e muito amor, essa é a adaptação que temíamos que não chegasse.