Cavaleiros do Zodíaco - Alma de Ouro

Nos dias 25 e 26 de janeiro, a PlayArte promoveu, em São Paulo, um evento especial de pré-lançamento do box da saga Os Cavaleiros do Zodíaco – Alma de Ouro.

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Mas afinal, essa nova saga é boa?

Falar sobre Cavaleiros do Zodíaco é algo que me remete à infância. A mistura de saudosismo com nostalgia toma conta do meu coração e chega a me emocionar logo nas primeiras notas da música de abertura. Anos depois, já adulto, me deparo com Cavaleiros do Zodíaco – Alma de Ouro, uma saga inédita, que não foi lançada na TV brasileira e que chegará aos fãs como item de colecionador. As expectativas eram altas, ainda mais porque seria o primeiro arco 100% protagonizado pelos Cavaleiros de Ouro, tendo Aioria como o grande protagonista.

No primeiro dia do evento promovido pela PlayArte, contamos com a presença do renomado e lendário Gilberto Baroli, que abrilhantou ainda mais a sessão e nos presenteou com seu carisma e com a icônica voz de Saga de Gêmeos. É impressionante como depois de 35 anos desde seu lançamento, Cavaleiros do Zodíaco ainda consegue reunir uma legião de fãs apaixonados e fervorosos. A sessão estava lotada e todos os olhares permaneciam atentos e vidrados na tela. Assim que começou o primeiro episódio, percebi o potencial de Cavaleiros do Zodíaco – Alma de Ouro. Pela primeira vez na vida eu veria todos os Cavaleiros de Ouro tomarem a frente da batalha e nos emocionarem e cativarem com seus poderes. Que momento único, mágico e inesquecível!

Acho incrível como as lições, valores e moral passada em Cavaleiros do Zodíaco são atemporais. O desenho ajuda a formar caráter e te ensina o valor da amizade, da esperança e te mostra que é preciso ter fé e um objetivo pelo que lutar. Essas são algumas das milhares de considerações que eu poderia fazer sobre o anime e suas sagas. Em Cavaleiros do Zodíaco – Alma de Ouro, isso não é diferente. Contendo 13 episódios de 23 minutos em média, o arco é muito bem amarrado com a Saga de Hades e conta uma história paralela à que está acontecendo nos Campos Elísios, colocando Aioria e os outros Cavaleiros de Ouro à frente da batalha contra um misterioso inimigo nas terras geladas de Asgard.

Sempre adorei o fato da narrativa de Cavaleiros do Zodíaco explorar e desenvolver seus inimigos com base na mitologia, seja grega, nórdica ou romana. Desde pequeno sou fascinado pela história dos deuses. Na saga Alma de Ouro, retornamos para Asgard e mais uma vez vamos a fundo da mitologia. É muito legal ver as referências à cultura nórdica através do nome dos guerreiros, golpes, armas e locais que são mostrados ao longo dos episódios. Isso sem contar na revelação do inimigo que acontece na reta final da temporada. Gostei muito de como o roteiro amarrou essa história com a Saga de Hades, o paralelo foi muito bem construído e explorado sem prejudicar a saga regular.

Ao longo dos anos, o roteiro de Cavaleiros do Zodíaco trouxe redenção e perdão para personagens que num primeiro momento foram apresentados como vilões. Saga, Máscara da Morte e Afrodite foram humanizados e ganharam compaixão, senso de justiça e passaram a lutar por Atena, por causas humanitárias e em prol do próximo. Gostei muito de ver os cavaleiros de Câncer e Peixes ganhando mais espaço e podendo nos mostrar um outro lado além do que foi apresentado na Saga das Doze Casas. Outro ponto positivo de Alma de Ouro é o fato da trama ter dado espaço para conhecermos mais os poderes e personalidade de alguns cavaleiros.

Em termos de ameaças, a nova saga trouxe guerreiros deuses equipados de espadas, com personalidades interessantes e armaduras volumosas e atrativas. Gostei muito do roteiro não perder tempo e “correr” com resoluções e batalhas sem arrastar além do necessário. O timing dos acontecimentos de Alma de Ouro é perfeito, te mantendo interessado e preso na trama.

Anos depois de ser conquistado por Cavaleiros do Zodíaco, me emocionei com Alma de Ouro e reforcei o meu amor e idolatria por esse anime. A PlayArte acerta em cheio em continuar apostando em eventos e produtos licenciados de cavaleiros, e agora traz ao mercado um item valioso de colecionador e que é obrigatório na coleção de todos os fãs. No fim da maratona cinematográfica, saí feliz, satisfeito com o que vi e emocionado, pois depois de muitos anos, essa história e esses personagens ainda conseguem me surpreender e tocar no fundo do meu coração.