O Caso Richard Jewell

No dia 02 de janeiro chega aos cinemas O Caso Richard Jewell, o novo filme dirigido por Clint Eastwood, que é baseado em uma história real. Essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

Siga nossas redes sociais:

Mas afinal, o filme é bom?

Confesso que sou aquele tipo de pessoa que adora ver filmes baseados em histórias reais. Tudo bem que Hollywood aumenta e fantasia algumas coisas (principalmente quando estamos falando de filmes de terror), mas ainda assim, gosto muito de saber que aquelas pessoas e aquelas situações existiram e fizeram parte da história do mundo. Em O Caso Richard Jewell, nos deparamos com um segurança que é acusado de ser o responsável por um atentado terrorista em um parque durante um show. Só essa premissa já torna o filme intrigante e interessante.

Com pouco mais de duas horas de duração, O Caso Richard Jewell esmiúça a vida do protagonista, na tentativa de causar dúvida a respeito de sua idoneidade e inocência. Confesso a vocês que entrei no cinema não sabendo absolutamente nada sobre o personagem e a resolução do caso, o que pra mim foi ótimo, pois passei o filme todo tenso, nervoso e me sentindo tão pressionado quanto o acusado. Ao longo das duas horas torci, fiquei indignado e vibrei com a reação de Richard, sua mãe e advogado que a todo custo tentaram provar a sua inocência.

Clint Eastwood vem pautando a sua carreira como diretor em filmes baseados em fatos reais e tem optado por contar histórias de figuras heroicas e injustiçadas. Como diretor, vejo uma evolução na entrega de Clint, no que diz respeito à direção de atores, sensibilidade de cenas e construção da narrativa. Gostei muito da forma como o personagem é apresentado e vai se desenvolvendo ao longo do filme.

Com o elenco recheado de estrelas, o O Caso Richard Jewell tem boas atuações de Sam Rockwell, que é sempre um monstro na frente das câmeras; Kathy Bates, que nos emociona com o desespero de uma mãe que tenta lutar pelo seu filho; Olivia Wilde, que traz os dois lados do jornalismo, o sensacionalista e o investigativo; Jon Hamm, que representa a podridão e hipocrisia do governo; e por fim, Paul Walter Hauser, que protagoniza brilhantemente o filme e nos desperta diversos sentimentos ao longo da trama.

A dinâmica e a relação entre os personagens de Sam Rockwell e Paul Walter Hauser, são a cereja do bolo de O Caso Richard Jewell. Enquanto o protagonista passa um ar inocente, ingênuo e até bobalhão em alguns momentos, o advogado de defesa apresenta uma postura agressiva, incisiva e firme diante das situações mais tensas do filme. Gostei muito da troca entre eles e da ascensão do protagonista perto do final do longa.

A atriz Kathy Bates dá um show ao trazer verdade, desespero e sentimento no discurso de uma mãe que sofreu pressão, abuso e temeu pela vida do filho durante todo o longa. Me emocionei com o discurso feito pela personagem e fui tocado pela atuação da atriz.

Sem conhecer a história e nem saber o que esperar desse filme, saí do cinema surpreso e muito satisfeito com o que vi. O roteiro prendeu a minha atenção durante todo o filme e conseguiu me emocionar nos momentos chave da trama. Se você gosta de filmes de investigação, conspiração política, atentados terroristas e coisas do tipo, não perca a estreia de O Caso Richard Jewell.