Star Wars: A Ascensão Skywalker trailer

No dia 19 de dezembro, chega aos cinemas Star Wars: A Ascensão Skywalker, filme que marca o fim da nova trilogia da franquia. Essa crítica NÃO CONTÉM SPOILER!

The Rise of Skywalker vídeo

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Mas afinal, o filme é bom?

Desde que Star Wars: Os Últimos Jedi dividiu a opinião do público, as expectativas para o encerramento da nova trilogia eram baixas e até com um certo tom pessimista. Há quem se sinta saturado dessa franquia e de toda a saga Skywalker, da mesma forma como existem fãs de longa data apaixonados e que estão sofrendo com esse novo adeus. Uma coisa é certa, Star Wars deixou a sua marca na história do cinema e da cultura pop e existirá para sempre nos corações dos fãs apaixonados. Arrisco a dizer que a Disney não deve abrir mão de produzir novos filmes dessa franquia tão adorada e lucrativa. Talvez tenhamos um hiato, mas, em breve, esse universo volta a dar as caras no cinema.

Não sou um crítico fervoroso do trabalho de Rian Johnson, mas também não sou um defensor. Reconheço o valor de Star Wars: Os Últimos Jedi, mas pontuo muitas coisas que me incomodaram e desagradaram. Acredito que desde o início a nova trilogia deveria ter sido toda conduzida por J.J. Abrams, que mesmo se mantendo na zona de conforto, fez um bom trabalho em O Despertar da Força e por fim, recuperou a franquia e deu um desfecho digno e emocionante ao retornar para a direção de A Ascensão Skywalker.

Muitas decisões e fatalidades prejudicaram Star Wars: A Ascensão Skywalker. Matar Han Solo e Luke Skywalker nos filmes anteriores, prejudicou o desfecho desse filme, que particularmente, acredito que teria sido muito mais impactante caso os personagens clássicos estivessem presentes de uma forma ativa. Digo isso, pois seus espíritos e legado permanecem vivos em Rey, Poe e Finn, mas a presença e participação ativa deles fez falta. Achei muito bonito e sensível a forma como o roteiro trabalhou a despedida de Carrie Fisher que através de filmagens de arquivo, reviveu a eterna General e Princesa Leia Organa. Me emocionei do primeiro ao último momento em que a personagem aparece em tela e senti a mesma emoção nos olhares e expressões do elenco que contracenou com ela. A Ascensão Skywalker honrou a memória da atriz e deu um desfecho bonito e tocante para a personagem.

Dentre várias questões intrigantes sobre o desfecho da trilogia, talvez a maior delas seja, Palpatine está de volta? Como isso é possível? Prometi a vocês que não daria spoilers, mas me perdoem por confirmar que sim, o Imperador realmente voltou dos mortos, como já pôde ser ouvido no trailer, para espalhar medo e destruição pela galáxia. Fico dividido nesse ponto, pois ao mesmo tempo que vibrei com o retorno, sinto uma preguiça e falta de criatividade no roteiro ao resgatar um vilão clássico para confrontar a nova geração, uma vez que, como já discutimos acima, todos os personagens clássicos morreram ou se despediram da franquia de alguma forma. Por que depois de nove filmes Star Wars ainda depende da sombra e poder de Palpatine para aterrorizar a galáxia? Essa decisão de roteiro enfraquece completamente qualquer outro vilão já introduzido nesse universo, uma vez que nenhum deles é tão soberano e onipotente quanto o Imperador Sith. Isso sem contar que o retorno de Palpatine reforça ainda mais a frustração com relação ao Supremo Líder Snoke, que tinha todo um nome e título bonito, mas que no final das contas não passava de um fantoche nas mãos de uma força maior.

Vejam, Star Wars é uma franquia gigante, cheia de ramificações, universos, galáxias e personagens a serem explorados. Meu coração de fã ama rever personagens clássicos, mas meu olhar crítico acha preguiçosa essa decisão de roteiro, pois, no final das contas, passamos nove filmes vendo praticamente a mesma história e girando em torno do mesmo vilão e núcleo de personagens. Não precisava disso, mas ok. Tirando a parte negativa, Palpatine retornou cruel, maquiavélico e mais poderoso do que nunca. Vê-lo confrontando Rey e Kylo Ren foi a cereja do bolo de Star Wars: A Ascensão Skywalker. Acredito que os fãs vão pirar com encontro e embate.

Sempre fui e sempre serei um defensor do casal Rey e Kylo Ren. Além de admirar a qualidade da entrega e o carisma de Daisy Ridley Adam Driver, acho que os dois têm uma química incrível em tela. Eles funcionam muito bem e se complementam dentro da história. É muito legal vê-los conflitando, brigando e tentando encontrar o seu lugar no mundo em meio à toda essa confusão. Mesmo estando em lados opostos e tendo pensamentos divergentes com relação à situação, os dois eram muito complementares e conectados por conta de suas dúvidas, medos e incertezas. O “casal” brilhou em Star Wars: A Ascensão Skywalker e é o grande destaque do filme. Tanto Daisy quanto Adam tiveram uma entrega perfeita e irretocável, honrando os personagens clássicos e deixando a sua marca na história e legado de Star Wars.

Sem me alongar, os demais personagens foram bem dentro do que foi proposto, mas não tiveram grande destaque. Poe, Finn, os androides e o restante do elenco, apoiou o casal protagonista sem tomar muito tempo da trama e nem roubar os holofotes. Particularmente, o núcleo Rey, Kylo, Luke e Leia sempre foi o mais interessante, então saí bem satisfeito pelo fato dos coadjuvantes não terem ocupado muito tempo da trama e terem brilhado nas horas certas.

Em suma, Star Wars: A Ascensão Skywalker “corrige” (para os mais revoltados) o filme anterior e encerra muito bem a nova trilogia da franquia. Dinâmico, ágil e emocionante em vários momentos, o longa te prende do começo ao fim e te encanta com a magia e a beleza do universo de Star Wars. Vale muito a pena assistir mais de uma vez e em uma sala IMAX, de preferência. Preparem-se para se emocionar e ver a conclusão épica de uma das franquias mais queridas e consagradas da história do cinema.