trailer Dora e a Cidade Perdida

No dia 14 de novembro, chega aos cinemas Dora e a Cidade Perdida, a versão live-action do clássico desenho da Nickelodeon. Essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

elenco de Dora a Aventureira

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Mas afinal, o filme é bom?

A primeira coisa que você tem que saber e se perguntar é: esse filme é para a minha idade? Se não for, não vá com o olhar adulto julgador, pois a sua experiência pode ser comprometida. Dora e a Cidade Perdida é uma divertida aventura pela floresta protagonizada e feita para as crianças. Por mais que a protagonista seja uma adolescente, todo o tom do filme é infanto-juvenil. Acredito muito que as crianças e os baixinhos que hoje já estão mais velhos, mas que amavam acompanhar as aventuras de Dora, irão se divertir no cinema e matar a saudade da infância.

Dadas as devidas proporções, Dora e a Cidade Perdida está para a geração que cresceu assistindo, como O Rei Leão está para mim, por exemplo. E por conta desse ponto em específico, acredito que o público jovem que cresceu assistindo o desenho também pode se divertir e até mesmo se emocionar ao se deparar com a versão live-action de algo que remeta à infância. Escrevo isso lembrando claramente da primeira vez que lançaram um filme dos Power Rangers. Para mim, que acompanhava a série, foi algo incrível e super marcante. Vamos aguardar a reação do público de Dora.

Isabela Moner é uma jovem talentosa, carismática e com um potencial muito grande a ser explorado por Hollywood. A atriz já havia despontado em Transformers: O Último Cavaleiro e de lá pra cá vem aproveitando as oportunidades e entregando atuações seguras, cada vez mais maduras e mostrando ao mundo o seu talento. Em Dora e a Cidade Perdida isso não foi diferente. A jovem brilhou, segurou muito bem o protagonismo e conseguiu divertir, protagonizar cenas de ação e nos fez dar risada ao longo do filme.

Em termos de narrativa, Dora e a Cidade Perdida constrói uma trama simples, envolvente e que traz aquelas famosas lições infantis que já eram passadas no desenho. A essência da série se manteve na versão live-action, tanto em termos de dinâmica, quanto na parte musical. O longa em si consegue transitar muito bem entre a aventura, a comédia, o drama de forma bem leve e ainda ter espaço para brincar e cantar em tela.

Com quase duas horas de filme e um gostinho de sessão da tarde, Dora e a Cidade Perdida pode ser considerado a Tomb Raider dos baixinhos. A personagem explora a floresta, enfrenta vários desafios, encara vilões e ainda tem tempo para cantar e se divertir com os seus amigos. Leve, divertido e simpático, o longa chega aos cinemas como uma opção certeira para todas as crianças e famílias curtirem uma sessão pipoca.