3ª temporada Atypical trailer

No dia 01 de novembro, chegou ao catálogo da Netflix 3ª temporada de Atypical, a série que acompanha a jornada de um jovem autista e sua família.

3ª temporada de Atypical

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Mas afinal, a 3ª temporada de Atypical foi boa?

Ao invés da Netflix gastar rios de dinheiros com filmes ruins que só enchem o catálogo mas não agradam, a empresa deveria focar em produções simples, menores e muito mais tocantes e importantes como Atypical. A série trata de um tema super interessante, o autismo, de uma forma leve, bem humorada e que mostra alguns dos vários desafios que as pessoas que vivem no espectro encaram todos os dias.

Acompanhar essa série tem sido uma delícia. Ver a jornada de crescimento e amadurecimento de Sam Gardner (Keir Gilchrist) é inspirador e motivador. Entramos na 3ª temporada da série e vemos quanta coisa mudou desde o início. O protagonista cresceu, encarou vários desafios, superou dificuldades e entrou em mais um ciclo da sua vida, a faculdade. Mais uma vez Keir Gilchrist brilha e encanta na pele do jovem autista. O ator convence no papel e vai muito bem como protagonista.

Um dos principais pontos positivos de Atypical é a forma como o roteiro faz a analogia entre os pinguins e a vida e estado de espírito dos personagens. Com um texto super sensível e abordando questões atuais e relevantes, a série da Netflix dá um show ao tratar assuntos sérios de uma forma simples e leve. Além de evoluir e amadurecer seus personagens, a trama desenvolve arcos interessantes que vão e voltam conforme a vida das pessoas vai evoluindo e caminhando.

Brigette Lundy-Paine sempre tem muito destaque em Atypical e segue brilhando com o seu carisma, humor e sarcasmo. A 3ª temporada explorou a crise na sexualidade da personagem e desenvolveu todo o seu arco de descoberta e transição. Gostei muito da humanidade e simplicidade que o roteiro tratou do assunto, explorando o ponto com naturalidade e sem criar grandes polêmicas em volta disso.

Gostei muito da continuidade da história dos personagens de Michael Rapaport Jennifer Jason Leigh, os dois trouxeram para a trama a história de um casal em crise e que está tentando encontrar uma saída para essa situação, seja através da reconciliação ou do divórcio. Os atores foram muito bem ao se confrontarem e discutirem o problema ao longo dos episódios. Isso sem contar no apoio que deram para o elenco jovem desenvolver suas histórias individuais.

Falando sobre amadurecimento, descobertas e mudanças, a 3ª temporada de Atypical tirou os personagens do mundo comum e os colocou em situações que exigem decisões importantes, como a faculdade, o relacionamento, uma transformação e um recomeço. O amor e a amizade sempre são pautas das temporadas de Atypical e no terceiro ano, quero destacar o arco de Zahid (Nik Dodani), que descobriu o amor e colocou à prova sua amizade com Sam.

Sempre divertida, Paige (Jenna Boyd) é uma das personagens que mais se transforma nessa temporada. A jovem perde seu status de primeira aluna na classe e protagoniza um arco super interessante e que conversa com os jovens que acabaram de entrar na faculdade. As dúvidas, medos e incertezas que giram em torno dessa etapa da nossa vida são abordados ao longo da 3ª temporada de uma forma bem legal. Evan (Graham Rogers) colabora nesse ponto ao transitar em volta da incerteza com relação ao futuro. O jovem também brilha ao lado de Casey no processo de descoberta da moça.

Sempre sensível, bem humorada e com temas importantes, Atypical é sem dúvidas uma das melhores produções originais da Netflix. A série merece ser renovada para a 4ª, 5ª e 6ª temporada. Torço muito para que o serviço de streaming continue apostando e investindo nessa produção e para que mais pessoas conheçam essa série maravilhosa que merece a nossa atenção.