Malévola 2: Dona do Mal

No dia 17 de outubro, chega aos cinemas Malévola 2: Dona do Mal, o novo filme estrelado por Angelina Jolie. Essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

Estreia Malévola

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Mas afinal, o filme é bom?

Quero começar dizendo a você que a minha frustração aconteceu no primeiro Malévola. Sou daquele tipo de pessoa que tem apego emocional com as obras que marcaram a infância e não gostei nem um pouco de terem transformado uma das maiores vilãs da Disney numa heroína incompreendida e julgada por uma sociedade preconceituosa. Antes que você venha argumentar falando que no livro/conto XYZ era assim e que ela na verdade nunca foi uma vilã, quero te dizer um coisa, eu cresci vendo o desenho da fita verde de caixa amarela e pra mim ela é sempre será uma grande vilã.

Um vez passado o baque do primeiro filme, entrei na sessão de Malévola 2: Dona do Mal aceitando a versão cinematográfica da personagem e pronto para curtir a nova aventura. Contudo, vale ressaltar que eu não achava necessário terem continuado com essa franquia e que essa história não precisava de um novo capítulo, mas tudo bem, vamos lá.

Malévola 2: Dona do Mal repete o show de efeitos especiais do filme anterior e entrega uma nova aventura muito bem construída e desenvolvida graficamente falando. O longa é um espetáculo visual para ser curtido e apreciado nos mínimos detalhes no cinema.

Angelina Jolie retorna para a personagem de forma magnífica e traz para as telas uma postura firme, imponente e que mescla muito bem o lado sombrio e carismático da anti-heroína. A atriz vai bem como protagonista e entrega momentos interessantes e até emocionantes na sequência. Vale destacar sua excelente química com Elle Fanning em tela.

Falando da jovem atriz, Elle Fanning é de fato uma princesa. Encantadora, delicada e com um ar todo angelical, ela consegue nos transmitir a doçura e magia do desenho e entrega uma Aurora mais madura, segura e astuta. É nítida a sua evolução de um filme para o outro, o que agrega muito na entrega final do longa.

Michelle Pfeiffer consegue entregar uma rainha sombria, ardilosa e com o mesmo grau de trevas e escuridão que a própria Malévola. O embate entre as duas personagens é bem interessante e traz para as telas uma guerra entre homens e fadas que abrilhanta o filme.

Tirando Ed Skrein que vive o mesmo tipo de personagem de seus filmes anteriores, marrento, briguento e com um jeitão de mau, o restante do elenco masculino pouco faz ou entrega em tela. Todos os homens que estão ali, são apáticos, passivos e meros espectadores. O protagonismo do filme é 100% das mulheres.

Com um roteiro simples, que discute a aceitação, a quebra do preconceito e das diferenças, Malévola 2: Dona do Mal chega aos cinemas com belos efeitos especiais, um elenco feminino poderoso, uma protagonista que funciona e uma relação entre mãe e filha que te emocionará e é a grande cereja do bolo. Angelina Jolie Elle Fanning brilham, convencem e encantam.