No dia 26 de setembro, chega aos cinemas Ad Astra: Rumo às Estrelas, o novo filme da Fox Films protagonizado por Brad Pitt. Essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

Ad Astra

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Mas afinal, o filme é bom?

Roy McBride (Brad Pitt) viaja para os limites do sistema solar para encontrar seu pai desaparecido e desvendar um mistério que ameaça a sobrevivência do nosso planeta. Sua jornada revelará segredos que desafiam a natureza da existência humana e nosso lugar no cosmos.

Logo que me deparei com o trailer e as primeiras imagens de Ad Astra, pensei: “esse filme tem cara de ser O Primeiro Homem desse ano”. O fascínio do homem pelo espaço e seus mistérios, ainda rende obras cinematográficas bem interessantes. Contudo, a verdade é que ao sair da sala do cinema, precisei de um tempo para digerir tudo o que acabara de assistir e que o longa passou longe do que eu havia esperado e imaginado. Isso é ruim? Não!

Ad Astra tem vários pontos super positivos e que merecem ser elogiados e enaltecidos. Começando pela fotografia, que lindamente retrata a imensidão e grandeza do espaço, nos fazendo lembrar da nossa insignificância e pequenez. Logo na cena de abertura nos deparamos com a Terra num plano aberto encantador e impressionante. Ao longo de todo o filme vemos a beleza da galáxia e da viagem espacial sendo explorada e apresentada em tela. As imagens realmente são um espetáculo.

Outro ponto que merece destaque é a atuação de Brad Pitt. O ator carregou o filme nas costas entregando um personagem complexo, cheio de camadas, intenso e profundo. A apatia e frieza do papel não conseguiram ofuscar as emoções e sentimentos que o protagonista emanava através do olhar e das palavras. Brad Pitt consegue nos envolver em sua jornada de resolução pessoal, ao mesmo tempo em que nos aflige com a urgência e necessidade de sua missão. Sua atuação é digna de uma indicação ao Oscar e fez toda a experiência valer a pena.

O roteiro de Ad Astra: Rumo às Estrelas traz vários elementos muito interessantes. Gostei de como a trama manteve o realismo e o pé no chão e ainda assim conseguiu explorar a ficção num futuro onde o homem conquistou o espaço e quebrou praticamente todas as fronteiras terrestres. Ao mesmo tempo, é interessante ver as várias camadas psicológicas dos personagens sendo exploradas através de elementos mostrados em tela. Prestem muita atenção, pois as falas estão conectadas com os sentimentos, que são representados pelos objetos, cores e cenários mostrados em tela.

Mesmo tendo vários pontos positivos, Ad Astra: Rumo às Estrelas só não é um filme perfeito por conta do seu ritmo lento que torna o longa cansativo, principalmente a partir da metade para o final. A trilha sonora regada de sons melancólicos, metais e bases graves e estridentes, colabora para o quase transe que você entra ao longo da trama. A voz em off de Brad Pitt contando ao espectador os seus sentimentos, somada à trilha e ao ritmo lento, faz com que você se canse e até fique entediado da metade para o final.

Trazendo o vislumbre de um futuro fictício, Ad Astra: Rumo às Estrelas é um filme que trata muito mais do lado pessoal e psicológico de seu protagonista do que o espaço em si. O longa chega aos cinemas com uma atuação impecável de Brad Pitt, um roteiro denso, uma fotografia magnífica e um ritmo que poderia ser melhor. Se você gosta de profundidade, textos psicológicos e que falam sobre sentimentos e de quebra é apaixonado pelo espaço, esse é o filme ideal para você!