Midsommar

No dia 19 de setembro chega aos cinemas O Mal Não Espera à Noite – Midsommar, o novo longa do diretor Ari Aster. Essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

O Mal Não Espera a Noite trailer

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Mas afinal, o filme é bom?

O hype para O Mal Não Espera à Noite – Midsommar é muito grande pelo fato de o filme ser dirigido por Ari Aster, responsável por levar Hereditário ao mundo e coroar o longa como um dos filmes de terror mais comentados dos últimos anos. Contudo, é importante começar esse texto deixando bem claro que ambas as obras são completamente diferentes umas das outras, mesmo tendo semelhanças em alguns pontos.

Enquanto Hereditário é uma experiência imersiva e intensa no ocultismo e satanismo presentes na trama, O Mal Não Espera à Noite – Midsommar pode muito bem ser interpretado como um filme que apresenta uma cultura diferente da nossa e que em vários momentos pode ser comparado a um terror macabro e bizarro. Esse ponto não descaracteriza o gênero do filme em si, só dá margem para enxergarmos e interpretarmos a história como algo cultural e da região. Tivemos mortes? Tivemos! Mas tudo se justifica por conta do lado cultural da história.

O título de O Mal Não Espera à Noite – Midsommar, assim como o trailer, sugere um filme quase que cem por cento passado durante o dia, o que fugiria dos sustos clichês que acontecem à noite durante os filmes de terror. Contudo, vale ressaltar que temos cenas bem interessantes acontecendo durante os momentos de escuridão do filme, mas que a claridade de fato, toma conta de quase oitenta por cento da obra.

Não espere levar sustos bobos ou ser impactado por jogadas de câmera que te farão pular da cadeira. A proposta de O Mal Não Espera à Noite – Midsommar, é te levar para a viagem alucinante e completamente bizarra apresentada pelo roteiro. Ao logo de quase duas horas e meia, somos transportados para uma trama que se desenvolve de forma gradativa e lenta em alguns momentos, mas que entrega cenas chocantes, bizarras e esdrúxulas.

É certo dizer que esse não é um filme para a massa, e sim para um seleto grupo de espectadores que admira o gênero do terror cult que já tem vários títulos que são referência no cinema moderno. O Mal Não Espera à Noite – Midsommar não é de fácil interpretação e precisa ser absorvido e digerido. Você sai da sessão impactado, sem entender direito o que acabou de assistir e até mesmo na dúvida se gostou ou não do filme.

Por conta de todos os motivos citados acima, é difícil julgar se esse é ou não um bom filme. O longa tem os seus méritos e pontos fortes, mas não é para todos. É certo dizer, que O Mal Não Espera à Noite – Midsommar não é para mim. Particularmente gosto de terrores psicológicos, intencionais e sugestivos, mas que não alucinem tanto quanto esse filme.

Em termos de atuação, o elenco vai bem dentro do proposto e entrega a piração presente no roteiro. O grande destaque do filme é a atriz Florence Pugh, que abraça o drama, sofrimento e loucura vivida pela sua personagem, entregando cenas dramáticas e interessantes dentro da piração do longa.

O Mal Não Espera à Noite – Midsommar, é mais um longa com a assinatura de Ari Aster. Intenso, insano e de difícil interpretação e processamento, o filme chega aos cinemas para mais uma vez chocar o mundo e dar o que falar.