Brinquedo Assassino

No dia 22 de agosto, chega aos cinemas o novo longa da clássica franquia de terror Brinquedo Assassino. Essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

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Mas afinal, o filme é bom?

Quando anunciaram um novo filme do Brinquedo Assassino a primeira coisa que me veio a cabeça foi, por quê? A franquia fez muito sucesso no passado e aterrorizou muitas crianças, mas com a evolução das histórias de terror, Chucky foi perdendo peso e hoje, mesmo estando no hall da fama dos vilões/criaturas famosas do horror, ele não tem o mesmo peso que outros nomes consagrados do gênero.

Na Era dos Remakes, Chuchy retorna aos cinemas numa versão atualizada e modificando a mitologia clássica do espírito do assassino que possuiu o boneco. Até ai tudo bem, achei que foi super válida a modernização e fez sentido com os dias atuais. A nova geração que assistir o Brinquedo Assassino será impactada pela mecânica de transformação do brinquedo e vai acabar se divertindo nos cinemas.

Por mais que o Brinquedo Assassino sempre fosse uma franquia de terror, os fãs se divertiam com as situações esdrúxulas em que Chucky executava as suas vítimas. Afinal, convenhamos, era ridículo ver um brinquedo minúsculo matando tanta gente. A versão atual bebeu da fonte do clássico e entregou as mesmas situações divertidamente bizarras de se ver.

Em termos de sustos, medo e terror, o novo Brinquedo Assassino, não entrega tanto. Praticamente não assustando, o longa tem alguns momentos mais densos, mas de modo geral, sua narrativa caminha mais para o lado do drama do que do terror em si. Para não falar que eu não pulei da cadeira nenhuma vez, eu tomei um único susto no filme. Se é essa a sua expectativa, você vai se frustrar.

Sempre trabalhando com um elenco de atores desconhecidos ou relativamente iniciantes em Hollywood, Brinquedo Assassino tem personagens que funcionam dentro da proposta, mas sem nenhum grande nome de destaque. Todos, de modo geral, foram muito bem.

Mark Hamill é o grande nome do elenco que precisa ser enaltecido. O ator dá voz a Chucky e consegue trabalhar muito bem as emoções e o processo de transformação do personagem. Brinquedo Assassino se assemelha muito à subida de uma montanha russa, começa devagar, calmo, tranquilo e quando atinge o seu ápice, te impacta com uma sequência alucinante e emocionante até o final. E o grande responsável por essa virada e transformação do filme, é Mark Hamill.

Uma coisa que não me desceu e eu achei péssima, foi a modernização do rosto do Chucky. Queixudo, com a cara chapada e parecendo que fez botox, a atualização da franquia fez com que o brinquedo perdesse o seu visual clássico e tão marcante. Essa escolha fez com que o personagem perdesse grande parte do seu peso e tom ameaçador, fazendo com o que o roteiro e a dublagem fossem os grandes responsáveis pela transformação e o terror.

O novo Brinquedo Assassino bebe da fonte do gore, usa e abusa de cenas bizarras como a antiga franquia e entrega um filme ruim, mas divertido. Quando digo ruim, não me refiro à obra como um tudo, mas sim em termos de terror. Sabe aquele típico filme que não é bom, mas você se diverte e acaba gostando? É disso o que estamos falando!