No dia 15 de agosto, estreia Era Uma Vez em…Hollywood, o 9º filme do diretor Quentin Tarantino. Essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

trailer Era Uma Vez em Hollywood

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Mas afinal, o filme é bom?

O nono filme da carreira de Quentin Tarantino chega aos cinemas para homenagear Hollywood, os filmes de velho oeste e todo o cinema clássico dos anos 60. É muito gostoso e nostálgico rever essa época em tela. Durante as duas horas e quarenta minutos, vivemos uma experiência imersiva nos bastidores das produções hollywoodianas e televisivas. Porém, antes de falarmos sobre o filme em si, vale ressaltar que é importante você ser fã e gostar do estilo do diretor antes de assistir Era Uma Vez em…Hollywood.

Quentin Tarantino tem um jeito único de contar e construir histórias. Cheio de visão, o diretor chega a Era Uma Vez em…Hollywood mais maduro, conciso, mas sem perder as suas principais características de desenvolver a trama. Com quase três horas de duração, o longa chega aos cinemas para homenagear o passado e as antigas produções hollywoodianas. Ao vermos os bastidores do cinema e da televisão, sentimos a construção da magia do que é levado para as telas. Contudo, vale ressaltar que tudo isso acontece numa época em que a tecnologia não estava avançada como hoje e que tudo era feito na raça, e contava com efeitos práticos e o talento real dos profissionais envolvidos.

Leonardo DiCaprio é um gigante do cinema moderno. Enquanto a Academia do Oscar demorou anos para reconhecer o valor desse ator, o público já vem enaltecendo e aplaudindo de pé as entregas desse ator. Em Era Uma Vez em…Hollywood, nos encantamos ao ver DiCaprio vivendo um ator. Acompanhamos suas crises, seu processo, suas dificuldades e decisões que na vida real ele deve tomar e passar todos os dias. Adorei o personagem e a entrega do ator.

Pra mim, o grande nome de Era Uma Vez em…Hollywood, é Brad Pitt. Além de ter a história mais interessante do filme, o ator tem uma entrega acima da média se compararmos com o restante do elenco. Ele protagoniza cenas de ação, comédia e tem uma excelente química com o Leonardo DiCaprio. Saí da sessão vibrando com o personagem e com os caminhos que o roteiro deu para ele.

Margot Robbie foi a grande frustração do filme, mas não porque ela não foi bem, e sim porque o roteiro não deu espaço para ela se desenvolver e nem dizer a que veio. Saí bem frustrado pelo potencial desperdiçado. Infelizmente, Margot só está em destaque nos pôsteres e trailer para ajudar vender o longa, pois na realidade, ela não tem nem meia hora de falas e momentos relevantes. Uma pena!

Há quem endeuse e aplauda de pé Era Uma Vez em…Hollywood, mas pra mim, esse filme só confirmou a frase: menos é mais. Se Tarantino não fosse tão megalomaníaco e não inflasse o elenco com nomes de peso que não servem pra nada, certeiramente teríamos uma história mais enxuta, porém consistente, interessante e cheia de pontos altos. Seu novo longa é marcado por momentos arrastados, uma homenagem ao cinema e um plot twist que é a cara do diretor. Alguns espectadores sairão frustrados da sessão e outros não, e aí voltamos para a questão inicial, você gosta dos filmes do Tarantino? Se sim, divirta-se e boa sessão!