No dia 04 de julho, chega aos cinemas Homem-Aranha: Longe de Casa, o novo filme do Cabeça de Teia. Essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

pré-venda Homem-Aranha

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Mas afinal, o filme é bom?

Após os eventos do filme Vingadores: Ultimato, Peter Parker e seus amigos saem de férias de verão para a Europa e lá Peter se vê tentando salvar seus amigos contra um vilão conhecido como Mysterio.

Mantendo a mesma vibe do filme anterior, Homem-Aranha: Longe de Casa entrega uma história envolvente, digna do amor dos fãs da Marvel e capitaneada pelo talento e carisma de Tom Holland, um ator que nasceu para interpretar o Homem-Aranha/Peter Parker nos cinemas.

O projeto da Sony Pictures, em parceria com a Marvel Studios, que visa crescer o personagem junto com o ator, é extremamente acertado. É muito gostoso acompanhar a evolução de Peter e ir descobrindo o mundo e o universo de possibilidades que os poderes o proporcionaram. A cada novo filme aprendemos e evoluímos um pouco com ele. Além de ser o “Amigão da Vizinhança”, o herói é o nosso amigo. O carisma e leveza do roteiro nos aproximam da jornada do personagem, o que torna a trama ainda mais envolvente e gostosa de se assistir.

Se fossemos falar dos talentos de Tom Holland, passaríamos o dia aqui enaltecendo suas qualidades. Em Homem-Aranha: Longe de Casa, o jovem conseguiu mesclar uma atuação que entrega comédia, ação, drama e heroísmo. Todas essas qualidades refletem perfeitamente e definem o que é o Homem-Aranha. Tom consegue trazer emoção na hora do drama, inexperiência e timidez nos momentos adolescentes e astúcia e gingado na hora da ação. O ator é um dos mais completos de sua geração, e mais uma vez vemos suas qualidades em tela.

Zendaya é uma jovem atriz interessante, que tem carisma e uma legião de fãs apaixonados. Contudo, a versão que o roteiro propõe de Mary Jane me causa estranheza. Não tenho nada de negativo para falar em relação à atriz. Ela entregou o que foi proposto e foi condizente com o que o papel pediu. Porém, ainda preciso me acostumar com essa versão mais introspectiva e até tímida de MJ.

Estranhezas à parte, quero destacar a deliciosa química entre Tom Holland Zendaya. É muito fofo vê-los em tela e descobrindo esse amor adolescente meio tímido, desajeitado e extremamente fofinho de se ver. Gostei muito da naturalidade que o roteiro deu para a relação, evitando dramas, conflitos e situações repetidas em longas anteriores. Peter e MJ funcionam, fluem e vieram para ficar.

Jake Gyllenhaal foi um dos grandes acertos da Sony Pictures. O estúdio manteve a linha de explorar “novos” vilões do universo do Cabeça de Teia e trouxe um Mysterio com um visual impecável, uma personalidade super interessante e um propósito megalomânico digno de um filme de super-heróis. Os efeitos utilizados para criar os poderes e ilusões foram incríveis. Me senti num jogo de vídeo-game onde acabava de me deparar com o chefão da fase. Isso sem contar na excelente entrega e atuação de Jake, que conseguiu entregar um vilão carismático, cativante e à altura do Homem-Aranha.

Outro ponto super positivo do filme, é a conexão da história com os eventos de Vingadores: Ultimato. Ver Peter lidando com o legado do Homem de Ferro é emocionante, muito bonito e de arrepiar. Tony pode ter nos deixado, mas ele estará para sempre vivo na nossa memória e no coração do Homem-Aranha. Não me delongarei para não dar spoilers, mas apreciem a homenagem que o longa fez, é linda.

Admiro muito a qualidade da estrutura do projeto do MCU. Quando criticamos os outros estúdios, é disso o que estamos falando. Os filmes da Marvel não têm as melhores histórias, os melhores vilões e nem nada disso. Eles têm o melhor planejamento, organização e amarração de ideias. Kevin Feige e todos os envolvidos merecem aplausos e todo o reconhecimento por um projeto super bem estruturado e que faz entregas certeiras e assertivas.

Homem-Aranha: Longe de Casa consegue, além de entregar um filme para toda a família, fechar uma fase do Marvel Universe, plantar a sementinha do que vem por ai e ainda emocionar os fãs com duas cenas pós-créditos que merecem ser aplaudidas de pé. Me emocionei, arrepiei e saí do cinema querendo repetir a dose.

Divertido, envolvente e cativante, o novo filme consolida de vez Tom Holland como o protagonista de um dos heróis mais queridos do mundo, entrega uma história com começo, meio e fim, cheia de vertentes gostosas de se assistir, e por fim, serve como fechamento e início de uma nova fase de filmes. Homem-Aranha: Longe de Casa ultrapassa as expectativas e se torna uma declaração de amor aos fãs do Cabeça de Teia, dos quadrinhos e da Marvel. Vale muito a pena ser conferida nos cinemas!