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No dia 30 de maio, chega aos cinemas MA, o novo longa da Universal Pictures estrelado pela atriz Octavia Spencer. Essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

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Mas afinal, o filme é bom?

O filme conta a história de uma mulher solitária e discreta que vive numa tranquila cidade de Ohio. Um dia, ela é abordada por Maggie, uma adolescente nova na cidade (Diana Silvers), para comprar bebidas alcoólicas para ela e seus amigos, onde Sue Ann vê a chance de ter suas próprias – mais jovens e desavisadas – amigas. Ela oferece aos jovens a chance de evitar beber e dirigir, ao convidá-los para conhecer o porão de sua casa. Mas há algumas regras da casa: um dos jovens tem que ficar sóbrio. Não falar palavrões. Nunca subir as escadas. E chamá-la de “Ma”. Mas, à medida que a hospitalidade de Ma começa a se tornar uma obsessão, o que começou como um sonho para os adolescentes se transforma em um pesadelo aterrorizante, e o porão de Ma passa de “o melhor lugar da cidade” para “o pior lugar do mundo”.

A premissa de MA é atraente e ficamos ainda mais empolgados ao assistir ao trailer e descobrir que o filme é mais uma produção da Blumhouse, a casa do terror moderno. O roteiro explora a infância da personagem interpretada por Octavia Spencer e desenvolve sua narrativa com base nas situações vividas por ela na juventude. É interessante ver as consequências do bullying e da crueldade dos adolescentes sendo a causa para a perturbação da vilã. O longa explora esse ponto e serve como crítica ao comportamento inconsequente da juventude.

Contudo, o principal fator negativo e que derruba a experiência do filme, é a falta de um ambiente tenso e perturbador como o do trailer. A narrativa de MA vai se desenrolando sem nos envolver na mente distorcida e psicótica da protagonista. Nós somos apresentados à personagem, conhecemos a sua infância, temos um vislumbre de seu objetivo final, mas ficamos sem sentir o medo e a tensão que o longa poderia causar. O trailer vendeu muito bem uma postura perturbadora e sinistra de Octavia Spencer, mas na hora que sentamos para assistir, não nos deparamos com a mesma mulher de risada rouca e sinistra que nos arrepiou no vídeo promocional.

A direção deixou à desejar quando não criou um ambiente de suspense que envolvesse o público e nos deixasse ali, presos, tensos e com medo do que estava para acontecer. Em contrapartida, o roteiro não soube desenvolver a história da personagem no presente e nem explorar os seus traços e comportamentos psicóticos. A virada de chave de MA também não foi bem feita. A personagem é introduzida como uma mulher comum, se torna uma stalker carente e pegajosa e no clímax acaba virando uma assassina com um plano muito mal feito e executado. Isso sem contar na resolução fácil e sem emoção que foi entregue.

Em termos de elenco, Octavia Spencer carrega todo o filme. É bacana ver a atriz saindo de sua zona de conforto e fazendo um papel que não tem nada a ver com seus trabalhos anteriores. Ela é a dona do filme. Os demais atores apoiam, mas pouco agregam para a trama. Os adolescentes escolhidos para serem as vítimas de MA, entregam o típico estereótipo de jovens inconsequentes, idiotas e que só querem saber de beber e curtir as festas.

De modo geral, MA tinha uma ideia bacana, mas que foi mal trabalhada e executada. O filme decepciona ao ser inferior que o trailer de divulgação.