Pokémon: Detetive Pikachu

No dia 09 de maio, chega aos cinemas brasileiros Pokémon: Detetive Pikachu, primeiro live-action baseado no anime. Fique tranquilo, essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

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Mas afinal, o filme é bom?

Tim Goodman (Justice Smith) vive em um mundo onde os Pokémons são reais, mas nunca encontrou um para ser seu parceiro. Depois da morte da mãe, o garoto que queria ser treinador Pokémon abandonou seu sonho, cresceu e se tornou corretor de seguros. Tim leva uma vida monótona na cidade onde foi criado pela avó, até que uma ligação muda tudo. Seu pai, o investigador Harry Goodman, morreu em um acidente de carro em Ryme City, e Tim deve ir prestar seu adeus.

Na cidade, que é uma evidente fusão de Tóquio e Londres, Pokémons e humanos vivem em completa harmonia. Lá, Tim descobre que a história não é tão simples quanto parece. Se unindo ao ex-parceiro de seu pai, um Pikachu (Ryan Reynolds) que perdeu a memória e apenas Tim consegue se comunicar, eles tentarão resolver um mistério conectado a Harry. Ao que tudo indica, alguém criou um soro capaz enlouquecer os Pokémons e tudo parece se ligar ao mais poderoso entre eles: Mewtwo.

Com uma vibe de filmes policiais dos anos 80 e uma boa dose de comédia, Pokémon: Detetive Pikachu não é uma adaptação dos desenhos, e nem tenta ser. O mundo mostrado aqui já tem consolidada a ideia de que esses monstrinhos existem e de que todos nós sabemos o que é uma Batalha Pokémon. Fica fácil perceber que esse filme simboliza a realização do sonho daqueles que acompanham a franquia, de que nossa realidade de fato abrigasse os Pokémons.

Diferente do desenho, onde os humanos eram os principais, as criaturas ganham o mesmo destaque. Para se unir à dupla principal, temos a repórter estagiária Lucy Stevens (Kathryn Newton) e seu Psyduck, que explode ondas sônicas em momentos de stress. Tanto a garota quanto Smith têm carisma o suficiente para não serem totalmente esquecidos quando os Pokémons começam a aparecer.

Mas o coração e a alma de Pokémon: Detetive Pikachu é, sem grandes surpresas, o próprio Pikachu. A voz rápida e as piadas de duplo sentido foram a escolha certa para trazer mais vida ao personagem. Simplesmente não tem como competir com ele. Se no desenho tínhamos um ratinho fofo que só dizia “pika-pika”, para o filme temos um viciado em cafeína, que fala pelos cotovelos e até canta a entrada original do anime. E a fofura? Bom, o live-action apenas a elevou à máxima potência.

Todas as criaturas mais famosas estão presentes da maneira mais fiel e realista possível. Como uma viagem nostálgica para os fãs, é estranhamente prazeroso ver cada Pokémon ganhar veracidade com a simples textura da pele. Porém, o amor evidente do diretor Rob Letterman (tanto pelos bichinhos como pelo enredo em si) fará você se apaixonar pela história, ainda que nunca tenha ligado para Pokémons. Um filme redondo, simples e cheio de coração.