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Justice Smith: “é um sonho de infância se tornando realidade”

Durante a passagem de Justice Smith pelo Brasil, para participar da CCXP 2018, nosso editor-chefe Fábio Hurtado, teve a oportunidade de entrevistar o protagonista de Pokémon Detetive Pikachu.

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Recentemente você atuou na série dramática The Get Down. Como foi a transição para um trabalho tão diferente?

Me aproximo de todos os projetos da mesma forma, é meu trabalho interpretar um personagem da maneira mais honesta possível e fazer com que a audiência acredite no que está assistindo. Não há muita diferença para mim entre drama e comédia, tudo depende da veracidade.

Qual será o tom do filme? Será comédia, algo voltado para as crianças?

É um filme para todo mundo, com certeza. Existe muito coração na história, já que a base está nesse jovem buscando seu pai, buscando uma nova chance.  E, por acaso, ele se une a um falante Pokémon, que garante o humor e leveza. Mas acredito que as pessoas responderão principalmente à parte emocional.

Já que o seu personagem e Pikachu são detetives no filme, você classificaria a investigação mais no estilo Sherlock Holmes ou CSI?

Boa pergunta (risos). Temos uma ótima dinâmica, bem cômica, então teria que ser algo mais nesse sentido. O diretor Rob Letterman saberia responder melhor essa pergunta, ele tem uma lista de comédias policiais que inspiraram o filme.

Mas seria algo científico ou puramente instintivo?

Eu diria que tem um pouco dos dois. Não posso entregar muito, vocês precisam assistir!

Qual é seu Pokémon favorito e por quê?

O meu Pokémon favorito é o Totodile. Nem todo mundo o conhece, mas um dos primeiros jogos que eu tive foi Pokémon Gold e ele era um dos principais. Então ele tem um lugar especial no meu coração. Eu também amo o Gengar – o cara grandão, roxo e assustador – e vários outros (risos).

E Pikachu! Quer dizer, todo mundo ama o Pikachu.

Você é um dos apaixonados por Pokémon? E como é poder estar nesse universo?

É um sonho de infância se tornando realidade. Acho que todos nós já imaginamos como seria ter seu próprio Pokémon e eu pude chegar o mais perto possível dessa realização – que é um homem adulto andando pelo set de macacão verde (risos). Mas vi o filme esses dias e é insano de tão legal. Sinto que, ainda que eu não fizesse parte, estaria muito ansioso para assistir. É loucura.

Você precisou estudar os jogos durante a sua preparação?

Na realidade não, já que jogo Pokémon desde criança (risos), além de assistir os filmes e o desenho. O que fiz foi assistir a série original antes das filmagens e joguei Detective Pikachu. A verdade é que eu sou aquele tipo de cara que diz: “esse Pokémon não faria isso” ou “ esse não é o poder dele”.

No universo de Pokémon existem diversos jogos e séries. Se você pudesse escolher, qual seria a próxima adaptação desse mundo?

Não tenho certeza. Tenho a impressão que Pokémon tem feito um ótimo trabalho em me deixar satisfeito com os lançamentos. A única coisa que consigo pensar agora é aquela vez em que Ash se torna pedra enquanto Pikachu chora, tão devastador. Eles têm a capacidade de pegar fundo no nosso coração e, ao mesmo tempo, criam esse folclore incrível. Mas não tenho certeza (risos), preciso pensar mais sobre isso.

Como você reagiu à transformação dos Pokémons para o live-action?

Fiquei sem palavras. Recebi a ligação para o teste e Rob (Letterman) me mostrou qual era a sua visão para o filme, com essas imagens realistas dos Pokémons em um cenário urbano. E eu fiquei extasiado, era exatamente como eu imaginava quando criança. O pelo, as escamas, a pele…eu nem sabia como reagir. Lembro que ele me mostrou logo que cheguei, acabou me deixando mais nervoso ainda para o teste (risos). Eu pensava: “Agora eu realmente quero fazer parte disso”.

Na vida real, qual seria o melhor Pokémon para usar como defesa?

São tantos! Charizard é ótimo, Pikachu é um ícone e bem forte. Talvez Snorlax por ser bem grande, mas ele estaria dormindo o tempo todo. Não sei responder! Precisaria revisar todos antes (risos).

Você participou de Jurassic World: O Reino Ameaçado. Em uma batalha de dinossauros e Pokémons, quem ganharia?

Ótima pergunta (risos). Eu acho que seriam os Pokémons, já que entre eles até existem alguns que se parecem com dinossauros só que com poderes. Então seria um T-Rex normal contra um que pode disparar lasers dos olhos. Com certeza apostaria neles.

Depois de trabalhos menores, você acabou ganhando sua própria franquia. Como foi receber a ligação de que você estava no filme de Pokémon?

Fiquei sem palavras. Estava em um café em Nova York, comendo sozinho, quando recebi a ligação do meu agente. Era um lugar tranquilo, não pude reagir como queria. Então educadamente guardei minhas coisas e corri pelas ruas da cidade, pulando de alegria (risos). Foi demais. Um sonho se tornando realidade.

Podemos esperar ver personagens da TV, como Ash ou a Equipe Rocket?

Hmmm (risos). Existem muitos easter eggs dos jogos e do desenho. Mas Detetive Pikachu é baseado no jogo homônimo, então se aproxima mais desse enredo. Não é muito sobre o que já vimos do universo Pokémon, é mais uma coisa própria.

Como foi Trabalhar com Ryan Reynolds? Você o encontrou enquanto ele gravava a voz do Pikachu?

Sim. Nós passamos uma semana juntos antes das filmagens, onde ele usou um enorme capacete de captura de movimentos, e passamos todo o script. Encontramos nossa dinâmica e ele, sendo Ryan Reynolds, adicionou diversas piadas. Meu trabalho era lembrar as coisas que ele fazia para, então, fazer a minha parte. Ele é uma pessoa incrível, muito engraçado e sagaz.

No Brasil somos apaixonados por Pokémon, você está ansioso para conhecer os fãs na CCXP?

Estou extremamente ansioso. Muitos de meus fãs brasileiros são bem intensos e apaixonados nas redes sociais, então mal posso esperar. Ainda mais na maior Comic Con do mundo, não sei muito bem o que esperar. Sei que responderam muito bem ao trailer.

Você já esteve em outras Comic Cons, mesmo como fã?

Minha primeira Comic Con foi em Tóquio há uma semana atrás. Ver os cosplays e a resposta para o filme foi demais. Logo que entrei, havia um menino vestido de Tim Goodman, e aquilo me emocionou. Nunca havia visto uma criança se fantasiar como um dos meus personagens. Ele cortou o cabelo para se parecer comigo e carregava um boneco do Pikachu. Tirei tantas fotos com ele, meu celular está cheio delas (risos). Então estou muito ansioso para a CCXP, para ver todos os cosplays e os fãs.

E o que você achou da cidade onde se passa o filme?

Os sets são incríveis. Rob quis unir Tóquio e Londres, dar um ar ocidente meio oriental para o fundo da nossa história. Você consegue ver essa fusão no pôster, é bem legal.

O trailer nos mostra um pouco da interação entre Pokémons em diferentes regiões. Você diria que isso é uma grande parte do filme ou apenas uma história de fundo?

O filme tenta expandir o universo de Pokémon, porque nós já conhecemos todas essas diferentes regiões dos jogos e do desenho. Agora temos uma nova, Ryme City, onde humanos e Pokémons coexistem em harmonia. Nosso filme tenta contrastar essa interação com a de outros lugares onde os Pokémons são mantidos em Pokebolas. Definitivamente é uma parte de nossa história, mas é tudo o que posso contar.

Você tem alguma cena favorita do filme que possa contar?

Só posso mencionar as que estão no trailer. A cena do Mr. Mime é realmente muito boa. Mesmo levando em conta o filme todo, essa é uma das que se sobressaem.

Para você, Pokémon: Detetive Pikachu é um filme solo ou podemos esperar uma saga?

Espero que sim. Mesmo que eu não seja parte disso, espero que continuem fazendo live-actions de Pokémon, adoro o jeito que o universo foi representado.

Quais os motivos para alguém que não é fã de Pokémon ir assistir esse filme?

Pokémon: Detetive Pikachu é para todos. Quando assisti ao filme, estava acompanhado de pessoas que não sabiam absolutamente nada de Pokémon e eles entenderam tudo facilmente. Existe uma história muito humana no centro do filme. É incrivelmente engraçado e, ainda sim, tocante. Além da busca que falei anteriormente, temos a história universal do poder da amizade. Todos poderão se identificar.

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