A Maldição da Chorona

Hoje (18) chega aos cinemas o novo filme de terror da Warner BrosPicturesA Maldição da Chorona. Essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

novo trailer a maldição da chorona

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Mas afinal, o filme é bom?

Na Los Angeles dos anos 1970, a Chorona assombra na noite e apavora as crianças. Ignorando o alerta de uma mãe suspeita de colocar seu filho em risco, uma assistente social e seus próprios filhos são envolvidos em um assustador mundo sobrenatural. Sua única esperança de sobreviver à ira mortal da Chorona pode ser um padre desiludido e o misticismo que ele pratica para manter o mal afastado, na zona onde o medo e o destino se chocam. Cuidado com seus lamentos… nada a impedirá de atraí-lo à escuridão, pois não há alento para o seu sofrimento e nem piedade para sua alma. E não há como escapar da maldição da Chorona.

A Maldição da Chorona é mais um blockbuster que o estúdio traz para as telas, para agradar os fãs de Invocação do Mal. Ao lado de A Freira, o longa é o novo filme que faz parte do universo criado por James Wan, mas a verdade, é que a conexão acontece através de uma cena 100% fan service e dispensável.

Já escrevi em outras oportunidades que o gênero terror está mais do que saturado em Hollywood. Hoje valorizo muito mais filmes como Um Lugar Silencioso, Nós, Hereditário e outros títulos que fogem do clichê e entregam alguma coisa realmente fora da casinha. Tirando as adaptações cinematográficas das obras do Stephen King, como It: A Coisa, o restante dos filmes de terror caem na mesmice e entregam uma história com potencial, mas que é pouco é explorada e apostam suas fichas em jum scares e cenas já conhecidas dos fãs do gênero.

Em A Maldição da Chorona, nos deparamos com uma mitologia interessante e que poderia ser mais explorada. Senti falta de saber mais sobre a Chorona, sobre como as pessoas encararam e conviveram com essa ameaça aos longos dos anos. Enfim, saber que o demônio vai atacar e será vencido no final, não me cativa. Gosto da incerteza e do medo real que bons roteiros entregam. Acredito que a fórmula do sucesso seja fugir da previsibilidade e apostar no clima de suspense e tensão, e não nos sustos bobos para pular da cadeira.

Outro ponto muito comum nos filmes de terror, são as cenas e diálogos estúpidos. As pessoas estão sendo assombradas, perseguidas e ameaçadas, e ninguém conversa sobre o assunto. Ninguém pede ajuda. Todo mundo acha que gritar, correr e bater porta é a solução. Do outro lado, o demônio além de mal, é um sádico filho da puta, que gosta de dar uma, duas, três, quatro investidas, como se fosse um caçador que saboreia a perseguição. Entendo que esteticamente seja bonito ver o embate dividido em atos, mas, racionalmente falando, isso já está mais do que batido.

O longa começa interessante, traz a premissa e até vai conduzindo a coisa de uma forma bacana. Contudo, quando a família resolve combater a Chorona, as coisas se perdem e caem em toda a mesmice que citei acima. O desfecho de A Maldição da Chorona peca na falta de emoção. O filme deixa o roteiro de lado e aposta suas fichas num final focado em sustos, viradas de câmera e numa edição pra lá de estranha nas cenas finais.

Posso dizer que estou decepcionado? Não! Pelos trailers já dava pra perceber que A Maldição da Chorona seria mais um filme de baixo orçamento que faria/fará caminhões de dinheiro por conta do amor dos fãs de Invocação do Mal. A verdade verdadeira, é que essa franquia só voltará a dar medo quando o casal Warren retornar para as telas e as bonecas, freiras e choronas voltarem aos seus papéis secundários.