9ª temporada de The Walking Dead

No dia 31 de março, chegou ao fim a 9ª temporada de The Walking Dead, trazendo um season finale pra lá de morno. CUIDADO, ESSA CRÍTICA CONTÉM SPOILERS!

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Mas afinal, a 9ª temporada de The Walking Dead foi boa?

Ser fã de The Walking Dead é um mix de gostar de sofrer e ter falsas esperanças, com ter fé de que o amanhã pode ser melhor. A série tem apresentado índices baixíssimos de audiência e ainda assim, a AMC parece não se importar com isso e nem com as críticas. A certeza e a vontade de contar uma história são tão grandes, que os produtores não dão o braço a torcer para manter personagens como a Maggie e o Rick, por exemplo.

Custava dar o aumento que a Lauren Cohan pediu? Não dava para dar umas férias para o Andrew Lincoln e depois trazê-lo de volta? Nunca saberemos a verdade, mas é certo dizer que os dois atores fazem muita falta para a série e, inclusive, podemos dizer que a 9ª temporada de The Walking Dead mais pareceu como duas temporadas dentro de uma só.

A saída de Andrew Lincoln reaqueceu o coração dos fãs que vêm acompanhando a série ao longo desses 9 anos. Rick Grimes é muito mais do que um mero protagonista, ele é a cara do futuro apocalíptico. O personagem foi muito além da produção e acabou se tornando um ícone dentro do universo de zumbis. Os episódios que marcaram a sua despedida trouxeram um mix de sentimentos como ansiedade, apreensão e dor pela perda. O episódio em que Rick explodiu a ponte é um dos melhores da série até hoje e nos levou para o passado onde The Walking Dead ainda era um dos maiores sucessos da TV mundial. Foi nostálgico, épico e extremamente emocionante. Pelo menos foi o que senti.

Lauren Cohan não teve o mesmo respeito que Andrew Lincoln em sua despedida, o que reforça o erro e amadorismo da produção. Maggie Rhee é tão protagonista quanto qualquer outro personagem masculino da série, mas, infelizmente, disse adeus através de uma desculpa esfarrapada do roteiro. Posso ser muito esperançoso e até estar me iludindo, mas torço e acredito no retorno desses dois ícones antes do fim da série.

A verdade é que o sentimento de vazio tomou conta da produção com a saída do protagonista. O salto temporal tentou amenizar a ausência de Rick, mas tanto os personagens, quanto os fãs da série não se recuperaram. Mesmo havendo a promessa de três filmes que expliquem e explorem o destino do personagem de Andrew Lincoln, isso não ameniza a falta que ele faz na série.

Um dos maiores pecados da 9ª temporada de The Walking Dead, foi o fato da produção pouco utilizar da entrega fantástica que Jeffrey Dean Morgan tem a oferecer. Carismático e cheio de presença, o ator seria um acalento e solução para a falta que Rick faz, mas ainda assim, o roteiro arrasta a liberdade de Negan e o deixa esquecido no churrasco. É a famosa cagada que The Walking Dead costuma fazer, arrastar e esticar uma trama que não tem mais sentido e nem precisava disso tudo. Há anos digo que falta dinamismo para a série, mas me sentindo dando murro em ponta de faca.

Os Sussurradores eram muito aguardados pelos fãs, principalmente pelos consumidores dos quadrinhos. O grupo de vilões que usa pele de zumbi chegou na 9ª temporada de The Walking Dead e até causou um certo reboliço. Com alguns episódios interessantes, os novos antagonistas finalmente tiraram Norman Reedus das sombras dos outros personagens e o fizeram brilhar. Daryl vem tomando as rédeas da série e ocupando o lugar deixado por Rick. Contudo, já faz tanto tempo que o vejo como o braço direito, que achei estranho vê-lo ganhar os holofotes.

Danai Gurira é outra que sinaliza sua saída. Com a sua visibilidade cada vez maior por conta do universo da Marvel, a atriz bate na mesma tecla que Lauren Cohan e já dá indícios que navegará em novas águas a partir da 10ª temporada da série. Michonne é uma das poucas personagens chave que sobraram e ela ainda carrega o agravante de ter Judith e Rick Jr. na sua sombra, ai eu pergunto pra vocês meus amigos, o que aconteceria com esses dois personagens caso a mãe deles saísse da série? Quero acreditar que algum outro adulto assumiria a responsabilidade e as crianças se manteriam na trama, mas, não me surpreenderia caso os pequenos também dessem adeus à produção.

Em termos de mortes, a 9ª temporada de The Walking Dead não economizou e saiu fazendo a limpa no elenco. O penúltimo episódio do nono ano foi um dos melhores da série até agora. Ao mesmo tempo em que o roteiro arrasta algumas coisas, ele corre com outras e traz uma resolução ousada e diferente dos quadrinhos com relação às mortes das estacas. Confesso que gostaria que o Henry tivesse continuado vivo, pois a sua relação com a Lydia era interessante e tinha muito potencial a ser desenvolvido.

Avaliando como um todo, a 9ª temporada de The Walking Dead tem alguns episódios bons e entrega momentos que nos fazem lembrar do auge da série, mas fora isso, a produção segue cometendo erros e com um agravante, agora sem os seus principais personagens. Como já disse mais de uma vez, seguirei com a produção até o fim e sigo acreditando na volta por cima. Para aqueles que tem a mesma fé que eu, vamos continuar acompanhando.