No dia 07 de fevereiro, chega aos cinemas Escape Room, o novo suspense/terror da Sony Pictures. Essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

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Mas afinal, o filme é bom?

Dirigido por Adam Robitel, que é conhecido por filmes de terror como Sobrenatural: A Última Chave, o longa tenta ir por essa linha/gênero, mas acaba entregando um suspense envolvente, carismático e que te prende do começo ao fim. Se você está esperando algo mais gore no bom e velho estilo Jogos Mortais, esqueça, esse não é o seu filme.

Escape Room pode ser considerado uma evolução dos Jogos Mortais, pois pega essa premissa de sobrevivência, mistura com as famosas salas de Escape 60 e entrega uma trama bem interessante, com cenários criativos e bem construídos e deixa de lado a parte sangrenta e impressionante de seu antecessor. A ideia do filme não é te chocar com as mortes e o sangue, mas sim te prender e instigar a tentar desvendar os mistérios e sobreviver às armadilhas do jogo.

Apostando num elenco famoso na TV, Escape Room tem poucos rostos conhecidos e nenhum ator de peso. Com pouco desenvolvimento, vamos nos conectando com os personagens no decorrer do filme, quando a trama vai se desenrolando e temos nuances do passado de cada um. A falta de destaque e brilho no elenco, fez com que não torcêssemos para um protagonista, e sim para o grupo como um todo. É claro que ao longo da história temos vilões se revelando e atitudes questionáveis, mas analisando o todo, é mais interessante acompanhar as salas de Escape do que torcer para esse ou aquele personagem.

Ousado, Escape Room aposta no sucesso e já deixa um gancho para uma possível sequência. Como sabemos que tudo gira em torno do dinheiro e depende do resultado da bilheteria, só nos resta torcer pelo sucesso do filme para continuarmos vendo o desenrolar dessa trama.

Falando em trama, o ritmo e o desenvolvimento da história de Escape Room são muito bons. Com quase uma hora e quarenta minutos, o filme consegue jogar na tela uma enxurrada de informações que te instigam a querer saber mais e te fazem ficar atento às dicas e pistas, fazendo com que você se sinta no jogo com os personagens. Achei a direção muito eficiente ao criar esse ambiente envolvente e interessante.

Tudo vai muito bem em Escape Room até a parte final. Querendo desenvolver a mitologia criada e aproveitando a pretensão para deixar uma brecha para o próximo filme, o longa dá uma virada e introduz as mentes por trás dos jogos, o que descredibiliza um pouco o que havíamos acabado de assistir. Com um tom caricato e se assemelhando às mentes malignas dos quadrinhos, os vilões da trama não convencem e até estragam um pouco a experiência por conta disso. Mas, como hoje vivemos na Era da geração que gosta dos filmes mastigados e explicados, o roteiro resolve dar um sentido lógico e acaba pecando por falta de criatividade. O final é a prova viva de que menos é mais.

De modo geral, Escape Room é um bom filme, mas que tem que ser encarado como suspense e não como o terror que está sendo vendido. As atuações são boas, mas nenhum dos atores tem um grande destaque a ponto de ser lembrado. A direção vai muto bem ao criar um ambiente intrigante e o roteiro peca ao tentar desenrolar algo que não precisava ser explicado ou ao menos não da maneira que foi.