No dia 31 de janeiro, chega aos cinemas O Menino Que Queria Ser Rei, o novo longa da Fox Film. Essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

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Mas afinal, o filme é bom?

Antes de assistir esse filme, é preciso deixar algumas coisas claras para vocês espectadores. Vá preparado para um longa infantil, com a cara da Sessão da Tarde e ignore o fato das crianças protagonizarem cenas de ação que claramente não fazem o menor sentido se fossemos levar a história um pouco a sério. Expectativas alinhadas, então vamos lá!

O Menino Que Queria Ser Rei é mais uma releitura do clássico Rei Arthur e a Távola Redonda. O longa pega a mitologia e adapta para a sua realidade, modernizando e alterando algumas coisas. Se você for muito fã dessa história, pode acabar se frustrando, mas de novo, se você relevar as alterações, tá tudo certo.

Dentre os problemas do filme, podemos destacar a falta de carisma do jovem Louis Ashbourne Serkis. Com apenas 14 anos, o menino não consegue segurar o protagonismo, o que acaba enfraquecendo o personagem principal que se torna desinteressante. Se estamos falando da lenda do Rei Arthur, contada nos dias atuais, fica inviável o “herdeiro” da Excalibur não ser um personagem no mínimo cativante. Louis é filho do lendário Andy Serkis, e ainda tem um longo caminho a percorrer para chegar no mesmo nível de seu pai.

O restante do elenco infantil não fica atrás e entrega a mesma atuação sem sal e sem graça do protagonista. Mesmo se tratando de um filme infantil, é impossível não pontuar algo como isso, tendo em vista que o cinema e a TV recentemente revelaram grandes talentos como Dafne Keen (Logan), todo o elenco infantil de It: A Coisa e Strangers Things. Idade não é motivo para relevar a atuação. Talento é algo natural ou fruto de uma boa direção, e em O Menino Que Queria Ser Rei, não encontramos nenhum desses pontos.

Os veteranos Patrick Stewart Rebecca Ferguson têm participações pontuais e pouco expressivas. Enquanto o eterno professor Xavier aparece em alguns momentos para passar alguma lição para as crianças, a atriz tem mais tempo em tela para trazer sua vilã bem maquiada e computadorizada em alguns momentos, mas que também entra na onda sem sal do filme e tem uma entrega apagada.

Se você curtir um pipocão bem Sessão da Tarde mesmo, esse é o seu filme. Um pouco longo e cansativo, O Menino Que Queria Ser Rei traz uma aventura infantil, com cenas de ação, alguns efeitos especiais e um elenco que ainda precisa crescer e amadurecer.