Na sexta-feira, dia 18, entrou no catálogo da Netflix a 2ª temporada do Justiceiro. Fique tranquilo, essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

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Mas afinal, a 2ª temporada do Justiceiro foi boa?

Temos que tirar o chapéu para a série do Justiceiro. Ao lado do Demolidor, a produção é a melhor coisa da parceria Marvel/Netflix. Violenta, sanguinária, cheia de boas atuações e com uma história muito bem desenvolvida e cativante, a 2ª temporada supera a primeira e entrega uma excelente história do anti-herói.

Jon Bernthal é literalmente um monstro. Vê-lo em cena é algo impressionante, pois você se envolve com a parte dramática e emocional do personagem ao mesmo tempo em que se impressiona com seus socos, chutes e tiros que rendem cenas de ação banhadas de sangue e completamente brutais, muito bem dirigidas e coreografadas. Mais uma vez o ator dá um show em tela e prova que nasceu para viver o Justiceiro. Gostei demais de rever as cenas de ação e do fato da trama adentrar ainda mais o emocional e coração do personagem. Acho essa dualidade entre o lado humano com o monstro, um dos grandes trunfos da série.

Outro que merece os nossos aplausos é Ben Barnes, que entregou uma atuação impressionante, convincente e cheia de picos de insanidade e selvageria. O ator retorna como Billy Russo, mas entrega uma outra vertente do vilão, o que enriquece a trama e nos faz redescobrir o personagem. Mesmo conhecendo o passado do antagonista, nos surpreendemos com seu novo eu, que apresenta uma página em branco para um novo capítulo que é escrito com comportamentos e memórias do passado. A 2ª temporada do Justiceiro contou uma nova história do Billy, bebendo da fonte de seu passado. O único ponto negativo que devo destacar, é que tendo em vista o estrago que Frank causou em seu rosto, esperava que a maquiagem e o visual do Retalho fossem melhor trabalhados. A produção economizou em cicatrizes e rasgos no rosto do personagem.

Gostei muito da participação de Giorgia Whigham na 2ª temporada do Justiceiro. Sua personagem trouxe à tona o lado humano do Justiceiro e serviu como a âncora de Frank no mundo real, tirando-o um pouco da brutalidade e selvageria. Achei a troca entre os dois muito interessante, pois ambos não têm família e acabam suprindo essa carência afetiva um com o outro. Giorgia Jon Bernthal acabam tendo um papel de pai e filha e protagonizam momentos fofos e emocionantes em meio aos tiros, porradas e baldes de sangue.

Floriana Lima viveu o típico arco da médica que se envolve com o paciente psicótico e quebrado emocionalmente, o que rende um casal estranho, insano e que causa vários problemas ao longo da temporada. A atriz foi bem e em vários momentos se mostrou mais maluca do que o próprio Billy Russo. Ainda falando dessa dupla, incluo a atriz Amber Rose Revah, que trouxe para a 2ª temporada do Justiceiro uma divisão entre o lado ético e correto da policial Madani, com o lado que deseja vingança e age sem medir as consequências. O triângulo formado por Krista, Billy e Madani, rendeu uma história cheia de rancor, raiva, muita manipulação e também, violência.

Netflix/Marvel acerta em cheio e entrega aos fãs uma das melhores temporadas já feitas pela parceria. A sombra do cancelamento já apavora o público que segue lamentando o fim de Demolidor. Caso isso aconteça, será uma pena, mas não uma surpresa. A 2ª temporada do Justiceiro mostrou que é possível fazer uma série de anti-herói sem economizar em sangue e violência e ainda entregar uma história interessante, com boas atuações e um arco que te prende do começo ao fim. Caso esse tenha sido o último ano da série, torço para que a Disney ressuscite o elenco e a história no seu serviço de streaming. Vamos continuar acompanhando e torcendo para que o melhor aconteça. Vida longa ao Justiceiro!