bastidores de Máquinas Mortais

No dia 10 de janeiro, chega aos cinemas Máquinas Mortais, o novo filme dirigido por Peter Jackson. Essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

bastidores de Máquinas Mortais

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Mas afinal, o filme é bom?

Anos depois da “Guerra dos Sessenta Minutos”. A Terra está destruída e para sobreviver as cidades se movem em rodas gigantes, conhecidas como Cidades Tração, e lutam com outras para conseguir mais recursos naturais. Quando Londres se envolve em um ataque, Tom (Robert Sheehan) é lançado para fora da cidade junto com uma fora-da-lei e os dois juntos precisam lutar para sobreviver e ainda enfrentar uma ameaça que coloca a vida no planeta em risco.

Máquinas Mortais não convenceu nos trailers e nem nos materiais promocionais que foram divulgados. O longa chega aos cinemas com a pretensão de se tornar uma franquia e com a grandiosidade de Peter Jackson por detrás das câmeras, mas infelizmente, nem o talento do diretor salvou a produção.

Visualmente muito bonito, o longa traz para as telas um cenário pós-apocalíptico onde vemos os sobreviventes residirem em gigantescas cidades móveis que acabam consumindo os suprimentos umas das outras para sobreviverem. A premissa é interessante, mas a mistura de elementos do passado e com uma falsa tecnologia futurista, não convence, não encanta e não cativa.

Em termos de narrativa, o longa solta uma enxurrada de informações logo no início, partindo do pressuposto de que o espectador já está familiarizado com a história e seus personagens. Levamos um tempo para criar um laço e uma conexão com os rostos que estão em tela, mas quando isso acontece, já temos várias coisas acontecendo e a sensação que dá é que forçaram a empatia.

Com um elenco bonito, mas não tão conhecido, o longa deposita a esperança de sucesso na fama e no carisma de Hugo Weaving, o que infelizmente não foi o suficiente para salvar Máquinas Mortais de ser uma produção grandiosa, mas sim desinteressante, sem sal e sem carisma. Quando a sessão termina você tem a sensação de ter passado várias e várias horas na sala do cinema vendo uma trama que a todo o momento tenta, mas não consegue te conquistar.

Pouco badalado no quesito publicitário, o longa chega aos cinemas já sem forças e aceitando o fracasso na bilheteria. Sem medo de ser precipitado, já me arrisco a dizer que Máquinas Mortais já abre a lista como um dos piores filmes do ano. E se tivesse que atribuir um culpado para isso, eu colocaria a responsabilidade em cima da narrativa e da forma como o diretor construiu os seus personagens em tela. Sorry, Peter Jackson, não foi dessa vez.