No dia 25 de dezembro, chega aos cinemas Bumblebee, o primeiro spin-off de Transformers. Fique tranquilo, essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

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Mas afinal, o filme é bom?

Depois de muitas explosões, acontecimentos grandiosos, toda uma mitologia apresentada e desenvolvida, sem contar as várias horas de Michael Bay, chegamos a Bumblebee, um modesto spin-off centrado na história do antigo Camaro mais famoso dos cinemas.

Antes de começarmos, vale avisar aos fãs da franquia que tudo o que vocês viram até então, foi cortado pela metade e reduzido, sendo Bumblebee um filme muito mais emocional e menos explosivo e cheio de ação. Contudo, vale ressaltar que essa mudança de visão e condução foi super positiva e necessária, seguindo na linha do menos é mais.

Bumblebee desenvolve o passado do personagem e mostra pontos interessantes como a comunicação, emoção e o lado guerreiro do Autobot mais fofo da galáxia. Apaixonante e emocionante ao mesmo tempo, o longa arranca lágrimas dos seus olhos e te emociona com a relação entre Bee e Charlie. Amei a forma como os dois foram se conectando, apoiando e criando um laço afetivo similar a de um irmão. Bee é exatamente fofo, doce e quase parece um cachorro, enquanto Charlie é divertida, determinada, corajosa e com um passado que serve como base dramática para o desenrolar da trama.

Hailee Steinfeld impressiona pela qualidade de sua atuação e profundidade de suas emoções e sentimentos. Pensem que a atriz atuou a maior parte do tempo interagindo com nada, então quando colocamos isso em pauta, vemos como ela foi super bem nas cenas com Bumblebee, principalmente as emocionais. Amei o trabalho de Hailee e torço para que ela continue na franquia, pois desde Shia Labeouf, não temos um personagem com uma conexão tão forte com o carro amarelo.

John Cena me surpreendeu, pois eu confesso que esperava um personagem sisudo, brucutu e que servisse somente como mais uma ameaça no filme. Contudo, o ator entregou muito mais do que isso. Carismático, leve e humano, ele trouxe frescor ao esteriótipo do militar irracional e que só sabe conversar atirando e dando porrada. Gostei muito da forma como o roteiro desenvolveu as motivações e a linha de raciocínio do personagem. Ele me surpreendeu positivamente.

Situado nos anos 80, Bumblebee lembra os filmes da sessão da tarde. O longa entrega os figurinos, a trilha sonora, as piadas e até os personagens que eram vistos na época. Gostei da homenagem ao período e amei as músicas escolhidas.

Bumblebee é uma gostosa surpresa de fim de ano que dá um novo fôlego para a franquia Transformers e mostra que Michael Bay precisava sair da direção para que a coisa voltasse a funcionar. O longa bebe da fonte do desenho e é um excelente recomeço para uma saga que tem uma legião de fãs. Fofo, divertido e emocionante, o filme é uma excelente pedida para as pessoas que têm uma relação amorosa com os seus carros e uma gostosa história para ser vista em família. Fique até final para curtir a cena pós-créditos.