No dia 14 de dezembro, estreou a 1ª temporada de Tidelands, a nova série original da Netflix. Fique tranquilo, essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

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Mas afinal, a 1ª temporada de Tidelands foi boa?

Tidelands conta a história de Cal McTeer, interpretada por Charlotte Best (Home & Away, Puberty Blues), uma jovem que volta para casa, na pequena vila de pescadores Orphelin Bay, após dez anos em centros de detenção juvenil e na cadeia. Mas, Orphelin Bay está rodeada de mistérios.

Filmada na Austrália, a 1ª temporada de Tidelands traz uma ótica muito interessante sobre a mitologia das sereias. Ao invés de romantizar essas criaturas, o roteiro manteve o mistério sobre seu comportamento e reais intenções, e explorou os Tidelanders, que são os filhos das sereias com os homens. Só essa visão já torna a história interessante e intrigante, mas vamos continuar.

Charlotte Best dá vida à Cal, uma protagonista badass que vai descobrindo seu lugar no mundo enquanto revive o passado e vai entendendo o presente. Gostei muito da carga dramática que a atriz trouxe para o papel, trazendo verdade e autenticidade em suas emoções e reações. Bela e sexy, a atriz protagoniza cenas sensuais e mescla sua entrega entre ação, romance e drama. Adorei a personagem e fiquei muito intrigado com o que o futuro lhe reserva.

Elsa Pataky dá vida à Adrielle, uma mulher que esbanja sensualidade e provocação na 1ª temporada de Tidelands. Obstinada e manipuladora, a personagem cumpre o seu papel, mesmo a atriz escorregando na atuação em alguns momentos e entregando algumas cenas bem canastronas. No todo, Elsa foi bem, mas precisa melhorar para a continuidade da série.

Sempre fico orgulhoso ao ver os brasileiros brilhando no exterior. A 1ª temporada de Tidelands conta com a presença do ex-global Marco Pigossi, que entrega um inglês muito bem pronunciado e uma atuação que foge do seu histórico de novelas. O ator vive uma dualidade interessante na série e protagoniza bons momentos. Gostaria de ver seu personagem ganhando mais força e peso no futuro, a ponto de brilhar mais em tela. No todo, Pigossi foi muito bem e deu orgulho aos fãs que acompanham sua carreira.

Trazendo uma vertente interessante para uma mitologia já conhecida, a 1ª temporada de Tidelands é uma gostosa surpresa em meio a tantas produções ruins que a Netflix tem entregado nos últimos tempos. A série, de orçamento modesto, se comparada a outros títulos, e com um elenco quase todo desconhecido, chega ao catálogo para mostrar que se investir num roteiro interessante, é possível trazer uma história bacana para as telas.

Vale destacar a excelente trilha sonora de Tidelands e as belas paisagens australianas que serviram como cenário para o desenvolvimento dessa história. Também gostei muito dos takes embaixo d’água. A produção conseguiu mostrar de forma realista a questão da respiração na água sem parecer falso ou um afogamento.

Tendo apenas oito episódios, sendo que os dois últimos têm pouco mais de meia hora de duração, a 1ª temporada de Tidelands é muito gostosa e fácil de maratonar, nos deixando intrigados e empolgados com um final que dá margem para continuação. Recomendo a maratona e torço para que a produção seja renovada.