Magic: The Gathering

Magic: The Gathering agora é virtual!

O jogo de cards colecionáveis Magic: The Gathering esteve presente na CCXP 2018, com partidas narradas e aulas para os iniciantes. O Nerd Break foi convidado para um bate-papo com Carolina Moraes, coordenadora de comunidade da Wizards of the Coast Brasil.

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Nos conte um pouco sobre Magic: The Gathering.

O Magic: The Gathering foi o primeiro trading card game, com a ideia de cards colecionáveis que poderiam ser trocados, e se trata de um jogo estratégico. Imagine que os jogadores interpretam magos que duelam soltando magias, invocando criaturas, feitiços e encantamentos. Esses magos são capazes de viajar pelos diferentes planos do Multiverso. No jogo, cada jogador terá um deck de cards com criaturas e feitiços, tendo como objetivo duelar e reduzir os pontos do adversário à zero ou menos.

A nossa comunidade é bem antiga, o Magic já existe à 25 anos. É um jogo bem consagrado, muito bem fundamentado. Atualmente, estamos para lançar um novo produto digital, o MTG Arena. É o Magic como todos conhecem, o mesmo estilo de jogo, mas feito para ser jogado no PC. O jogo ainda não foi lançado oficialmente, está em beta aberto, mas é nossa grande aposta para o futuro dos eSports.

E como está sendo a aceitação do novo formato?

Está sendo muito boa! É uma forma de expandir a comunidade e facilitar o acesso aos apaixonados por MTG. Por exemplo, uma pessoa que casou e teve filhos, dificilmente ela terá tempo de se reunir e sentar com os amigos para jogar. Ter acesso por meio do computador, se e quando for possível, é perfeito.

Mas existe também um apelo para os mais jovens. Muitas vezes, a criança não tem como se deslocar da sua casa para uma das lojas especializadas. Assim, basta ligar o PC e jogar, sem depender de um responsável para levá-la a um determinado local.

Antigamente, ao pensar em Magic, as pessoas viam um jogador muito específico. Hoje em dia, como você definiria o perfil da comunidade?

A cada ano que passa, nossa comunidade se tornando mais diversa. É algo realmente importante para nós. Diversidade e inclusividade fazem parte dos pilares tanto da Wizards of the Coast como empresa, quanto da MTG como marca. Uma forma de representarmos isso, está nas nossas próprias ilustrações. Olhando para o jogo, vemos homens e mulheres representados quase que igualmente. Além disso, apoiamos a diversidade étnica. Todos estão representados de maneira vasta e com muito carinho.

Nessa mesma linha, hoje vemos o hype de tudo que já foi taxado como ‘coisa de nerd’. Você sente que existe uma maior aceitação do público geral?

A diferença que sinto não digo que é por mera aceitação, mas um reconhecimento. Antigamente, dizer que você jogava um cards game era complicado. Não existiam muitos no mercado, poucas pessoas tinham acesso. Hoje em dia, explicar esse hobby é tranquilo. As pessoas compreendem o jogo rapidamente e se interessam.

Sei que existe um movimento forte de meninas que jogam Magic. Como nasceu a Liga das Garotas Mágicas?

Diferente do que pensam, as meninas sempre jogaram MTG. O problema é que elas dificilmente frequentavam as lojas e campeonatos, por uma questão de paradigmas sociais mesmo. Tudo começou quando uma garota decidiu reunir suas amigas para jogar MTG. A ideia deu tão certo que cada vez mais garotas ingressavam no grupo. Quando percebemos já eramos mais de 1000 jogadoras. Demos o nome de Liga das Garotas Mágicas para o grupo e temos diversos projetos, como playmat customizado em eventos e encontros em lojas específicas.

Qual os primeiros passos para quem quer se tornar um jogador?

Se você quer jogar Magic, basta acessar o site locator.wizards.com e inserir seus dados, ele mostrará a loja mais próxima da sua casa. Ou você pode baixar gratuitamente o MTG Arena e sair jogando.

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