Cadáver

No dia 29 de novembro, chega aos cinemas Cadáver, o novo filme de terror da Sony Pictures. Fique tranquilo, essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

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Mas afinal, o filme é bom?

Quando uma policial recém-saída da reabilitação fica com o turno da noite no necrotério de um hospital da cidade, ela enfrenta uma série de eventos bizarros e violentos causados ​​por uma entidade maligna em um dos cadáveres.

A premissa de Cadáver até que é interessante. Normalmente lidamos com possessões demoníacas no contexto clássico que contém uma casa e um exorcista. Já aqui, estamos diante de uma ameaça aparentemente morta, o que traz bons sustos e alguns momentos hilários.

Shay Mitchell vai bem ao passar a maior parte do tempo interagindo com nada, enquanto o demônio se finge de morto. A falta de interação e embate contra a entidade, torna a protagonista um pouco esquizofrênica, fazendo com que a ansiedade e paranoia mostradas em tela, tornem sua conduta suspeita e duvidosa. Achei que faltou trabalhar a tensão e o medo. O Cadáver ficou esquematizando todo um plano de ataque que foi muito pouco executado, o que tornou a trama monótona e cansativa.

Se apoiando nos famosos jump scaresCadáver não cria de fato um ambiente assustador. O longa se apoia em elementos como a iluminação e os barulhos para criar uma tensão no ar, mas, convenhamos amigos, a luz acender e apagar e a porta se abrir e fechar não assusta ninguém desde Atividade Paranormal. Achei fraca a fórmula do medo aplicada nesse filme.

No clímax da história, o Cadáver mais parecia uma aranha feita em computador do que um corpo sendo reanimado. Os efeitos deixaram a desejar em vários momentos e tornaram a experiência gráfica artificial e falsa. Para evitar de mostrar a atriz Kirby Johnson nua o tempo todo, o longa apostou em efeitos visuais que não foram bem executados e prejudicaram a entrega final.

Os personagens masculinos vividos pelos atores Louis Herthum Grey Damon não tiveram tempo o suficiente para desenvolver suas histórias individuais e foram simplesmente jogados na trama. Um se conectando com a entidade e o outro com a protagonista. Os dois serviram de apoio, mas tinham potencial para entregar algo além do que foi visto.

Por fim, Cadáver é mais um filme de terror com uma ideia interessante, mas que foi mal executado. O longa é o primo sem graça do recente A Autópsia.