Amy Forsyth

No dia 22 de novembro, chega aos cinemas Parque do Inferno, o novo filme distribuído pela Paris Filmes. Essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

Parque do Inferno

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Mas afinal, o filme é bom?

Um serial killer mascarado transforma um parque de diversões temático de terror em seu próprio playground pessoal, aterrorizando um grupo de amigos, enquanto o resto dos visitantes acredita que tudo faz parte do show.

Logo no trailer, Parque do Inferno já te dá todas as diretrizes do que esperar desse filme. Bebendo da fonte dos slasher movies dos anos 80 e 90, o longa chega aos cinemas para trazer ao público uma divertida história de horror de um grupo de adolescentes morrendo em situações inusitadas e um assassino frio, brutal e com sede de sangue. Basicamente é isso o que você vai ver durante uma hora e meia.

Mas calma lá! Por mais simples e batida que seja a premissa que guia a história, Parque do Inferno tem um diferencial bem legal e que vale a experiência, a ambientação. Os cenários do filme são realmente um show à parte. Desde as áreas externas até os labirintos, o longa te leva para dentro de uma experiência completamente imersiva e macabra, despertando tensão e fascínio pela riqueza de detalhes que são mostrados em tela.

Quando digo que o filme é divertido, não encarem esse comentário ao pé da letra no sentido de: “ah, então você gosta de ver as pessoas morrendo?”, não, não é isso. O que me refiro é como é legal ver um longa como esse depois de ter vivido uma Horror Night, seja em algum parque de Orlando ou até mesmo daqui do Brasil. Se você já foi em alguma “Noite do Terror”, certamente adorará a ambientação e experiência.

Pouco ou praticamente nada tenho para falar sobre o elenco de Parque do Inferno. A protagonista vivida pela atriz Amy Forsyth, é o ponto de referência que temos e serve como o nosso olhar diante das atrações e situações de perigo. Porém, o roteiro não aprofunda nenhum personagem e tampouco explora sentimentos e emoções que não a euforia por estar no parque, o romance adolescente e o medo pelos ataques e perseguição do misterioso homem mascarado. Dessa forma, posso afirmar que Amy cumpriu com o que foi proposto, mas não brilhou além das limitações de sua personagem.

O elenco de apoio chega a ser ainda mais raso que Amy. Praticamente todos estão em tela para serem atacados ou servirem de presa para o assassino. Por falar nele, o vilão do filme chega a ser interessante, mas não porque sabemos muito sobre ele, e sim pelo contrário. O roteiro coloca o mascarado em tela sem explicar e desenvolver nada. Ficamos o filme todo às cegas e fugindo de alguém que sequer tem um rosto. Confesso que mesmo tendo curiosidade para saber mais sobre o personagem, achei bacana o mistério e a falta de informação que o roteiro apresentou.

Em suma, Parque do Inferno não é um filme para te assustar e nem te fazer sentir medo. A ideia aqui é curtir os cenários e aproveitar a Noite do Terror. Se você entrar na sessão com essa expectativa, tenho certeza de que a sua experiência minimamente será divertida.