Na quinta-feira, dia 01, chega aos cinemas O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos, o novo filme da Disney. Fique tranquilo, essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

trailer final de O Quebra-Nozes

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Mas afinal, o filme é bom?

Tudo o que Clara (Mackenzie Foy) deseja é obter uma chave – uma chave única, capaz de abrir uma caixa que contém um presente de valor inestimável deixado por sua mãe já morta. Ligações estratégicas apresentadas à ela na festa anual de seu padrinho Drosselmeyer (Morgan Freeman), levam Clara à cobiçada chave – que rapidamente desaparece em um estranho e misterioso mundo paralelo. É lá que Clara encontra um soldado chamado Phillip (Jayden Fowora-Knight), uma gangue de camundongos e os regentes que presidem os três reinos: o Reino da Neves, o Reino das Flores e o Reino dos Doces. Clara e Phillip precisam enfrentar o sinistro Quarto Reino, onde vive a tirana mãe Ginger (Helen Mirren), para recuperar a chave e ter esperança de trazer a harmonia de volta ao seu mundo.

A Disney sempre consegue trazer magia para as nossas vidas. É impressionante como o estúdio é expert em nos encantar e fazer sonhar de olhos abertos. Suas produções têm uma qualidade visual e uma riqueza e cuidado com os detalhes impressionante. O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos não foge desse padrão. Esteticamente o longa é muito bonito e os detalhes chegam a impressionar, contudo, os pontos positivos param por ai.

Deixando a beleza e o esplendor visual de lado, O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos é um filme bem morno, sem sal e com uma trama rasa e previsível. O longa traz para as telas uma história inspirada no famoso ballet, que também foi adaptado por Tchaikovsky, baseado no romance O Quebra-Nozes e o Rei dos Camundongos (1816).

Quando as primeiras imagens desse filme foram divulgadas, logo pensei: ok, vai ser bonito, mas não me inspirou confiança e tampouco animou. Dito e feito! Durante quase duas horas, o filme traz beleza, personagens com propósito rasos e um plot twist super esperado e sem emoção. Em nenhum momento a história te toca ou envolve, e isso não é culpa só do roteiro, mas também da direção que não soube trabalhar com os talentos que tinha em tela.

Se olharmos para as artes promocionais, nos deparamos com nomes de peso como Morgan Freeman, Helen Mirren e Keira Knightley, mas na entrega final, o trio não brilha e nem se destaca. Os dois primeiros porque tiveram muito pouco tempo para desenvolver os seus personagens e a Keira, porque viveu uma personagem caricata e sem graça. Uma pena, pois a produção estava cheia de talentos e não soube aproveitar.

Mackenzie Foy tem futuro e ainda precisa crescer e amadurecer muito como atriz. A jovem entrega uma protagonista um pouco apática e apagada em alguns momentos, deixando só sua beleza e traços finos e delicados se destacarem. Nem parece a mesma menina que roubou a cena em Interestelar. Acredito que o roteiro ruim e falta de direção prejudicaram o trabalho da jovem.

Em resumo, O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos é mais um filme esteticamente bonito da Disney que não te impacta e nem leva a lugar algum. O longa é completamente esquecível e cai na lista de produções sem emoção do estúdio.