trilha sonora de Bohemian Rhapsody

No dia 01 de novembro, chega aos cinemas a cinebiografia, Bohemian Rhapsody, que conta a história do cantor Freddie Mercury e da banda Queen. Essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

Siga nossas redes sociais:

Mas afinal, o filme é bom?

Bohemian Rhapsody é uma celebração exuberante do Queen, sua música e seu extraordinário cantor principal Freddie Mercury, que desafiou estereótipos e quebrou convenções para se tornar um dos artistas mais amados do planeta. O filme mostra o sucesso meteórico da banda através de suas canções icônicas e som revolucionário, a quase implosão quando o estilo de vida de Mercury sai do controle e o reencontro triunfal na véspera do Live Aid, onde Mercury, agora enfrentando uma doença fatal, comanda a banda em uma das maiores apresentações da história do rock. Durante esse processo, foi consolidado o legado da banda que sempre foi mais como uma família, e que continua a inspirar desajustados, sonhadores e amantes de música até os dias de hoje.

Trazer para o cinema a história de um dos maiores ícones da música como foi Freddie Mercury, não é uma tarefa nada fácil. O cantor tinha uma das vozes mais bonitas e poderosas que esse mundo já ouviu, e deixou a sua marca na história, se eternizando como uma lenda. O Queen é uma banda que rodou gerações e gerações encantando e emocionando com seus hits de sucesso. Não tenho nem palavras para descrever o quão incríveis eles eram quando subiam no palco. Antes que você venha falar: ah, mas eles ainda fazem shows. Eu sei meu amigo, mas quando a estrela morreu, a banda parou no tempo e passou a viver de suas memórias.

Bohemian Rhapsody era um filme muito complicado de ser feito, afinal, estamos falando de uma lenda que tocou muitos corações mundo a fora. Os fãs mais criteriosos poderiam não gostar do resultado, criticar o ator escolhido para protagonizar ou até mesmo reclamar a ausência ou falta de desenvolvimento de alguns detalhes e fases do grupo. Ainda assim, Brian Singer abraçou o desafio e deu início a esse projeto ambicioso. Contudo, os atritos e divergências no set de filmagens tiraram o diretor da produção, que foi substituído por Dexter Fletcher. Uma troca como essas nunca é positiva para um longa, pois além de atrasar a entrega, a história fica costurada e com dois tons.

O longa tem vários pontos super positivos, mas antes de falar sobre isso, quero destacar a falta de desenvolvimento e a rapidez com que as informações foram jogadas em tela na primeira uma hora do filme. A sensação que tive foi que quiseram correr com os acontecimentos para ter tempo de mostrar o show Live Aid inteiro. Senti falta de acompanhar com calma alguns marcos na vida de Freddie, no começo tudo acontece de forma abrupta e rasa.

Tirando o ponto negativo acima, Bohemian Rhapsody é uma linda homenagem a Freddie Mercury e aos fãs da banda Queen. O longa traz em seu repertório vários sucessos do grupo e certamente irá te emocionar. O grosso da história de Freddie nós já conhecemos, mas o divertido do filme é ver o artista reviver em tela e nos contar através de sua ótica, como aconteceram os fatos mais importantes que marcaram a sua vida e trajetória musical.

Rami Malek merece uma indicação ao Oscar 2019 na categoria de “Melhor Ator”. Quando o filme começa, você fica impressionado com a semelhança entre ele e o cantor, desde os trejeitos, o egocentrismo e a presença de palco única que o consagrou com uma das maiores estrelas da música de todos os tempos. Rami está incrível e merece os nossos aplausos por ter entregue um trabalho digno da grandiosidade de Freddie Mercury. Fiquei impressionado com o que vi!

Se você está curioso com relação ao roteiro, fique tranquilo, Bohemian Rhapsody traz para as telas os principais acontecimentos na vida de Freddie Mercury e do Queen, mostrando desde o início até o show Live Aid. É interessante ver a história dos bastidores, pois percebemos que em vários momentos Freddie foi um babaca arrogante e deixou o estrelismo subir a cabeça.

Gostei muito dos atores coadjuvantes Ben Hardy (Roger Taylor), Allen Leech (Paul Prenter), Gwilym Lee (Brian May), que viveram os integrantes da banda. A química entre eles funcionou tanto em tela como no palco. Eles me convenceram enquanto banda e fizeram um contraponto interessante a Rami Malek, trazendo sanidade para a trama e colocando os pés no chão em alguns momentos. Contudo, quero destacar que os atores enquanto grupo, abraçaram o lado experimental do Queen e protagonizaram momentos divertidos durante as gravações das músicas.

Lucy Boynton brilhou em Bohemian Rhapsody no papel de Mary Austin, a mulher que Freddie mais amou na vida. A atriz trouxe emoção, sensibilidade e uma empatia incrível para as telas. Viver o que ela viveu e encarar a situação como ela encarou, é algo digno do nosso reconhecimento e aplausos. A personagem teve que lidar com a ausência de Freddie que vivia na estrada e posteriormente, com o descobrimento da sexualidade de seu amado.

Mesmo com o deslize do começo, Bohemian Rhapsody é um bom filme e que merece ser visto pelos fãs do cantor e da banda. Tenho certeza que você vai se emocionar com a história, sair da sessão cantando as músicas e com saudades de uma das maiores lendas que esse mundo já conheceu.