Operação Overlord

No dia 08 de novembro, chega aos cinemas o filme “Operação Overlord”, o terror produzido por J.J. Abrams. Essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

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Mas afinal, o filme é bom?

Dirigido por Julius Avery, o longa traz como mote a história de um grupo de paraquedistas americanos que, durante uma missão na Segunda Guerra Mundial, descobre que o inimigo é muito pior do que pensava.

Operação Overlord traz para as telas um filme que os fãs de games e do cinema de horror vão adorar. Em vários momentos nos sentimos nas cenas de um jogo de guerra, na qual os personagens além de terem que sobreviver aos horrores do campo de batalha, ainda se deparam com aberrações criadas pelo inimigo. Gostei muito desse ambiente trash e cheio de suspense que o longa trouxe para as telas.

Quero destacar a cena de abertura, na qual vemos o grupo de paraquedistas se preparando para saltar no seu destino. Toda essa sequência foi completamente agoniante, assustadora e tensa, pois sentimos o medo, pânico e nos colocamos no lugar daqueles homens que tentam cumprir a sua missão e ainda voltar vivos para casa. A sensação de insegurança e uma pitada dos horrores da guerra foram muito bem representadas em tela. Do início da preparação para saltar até o momento em que você percebe quem saiu vivo, você não consegue respirar e fica suando frio com medo por aqueles homens. Os ângulos de câmera, as cores da tela e os sons, foram perfeitos para criar o clima de horror.

Já em solo, Operação Overlord trabalha muito bem as situações de guerra e os sentimentos de seus personagens em relação aquele cenário. Poucos de fato colocam a missão acima de suas vidas, ponto esse que gera a necessidade de uma liderança firme e que se destaque, servindo como guia e força para o grupo, e esse é o papel de Wyatt Russel. O ator brilha como a liderança americana que conduz a investida contra os alemães. Ele conseguiu impor respeito e passar a firmeza de um soldado que luta pelo seu país e para derrotar uma grande ameaça. Adorei suas cenas de descontrole, violência e ação.

Falando em ação, quero destacar a selvageria, crueldade e violência do personagem vivido por Pilou Asbæk. Representando o lado alemão, o ator reprisou em tela os velhos trejeitos nazistas que o cinema já mostrou, e acrescentou a essa sede de poder, a insanidade e loucura de quem não aceita a derrota e faz de tudo para vencer o seu inimigo com a força. O lado mais assustador e tenebroso do filme está com os alemães, e Pilou conseguiu unificar em seu personagem a perfeita representação do mal que o nazismo e a 2ª Guerra Mundial trouxeram para o mundo. Sua atuação é um dos destaques do filme.

Mathilde Ollivier também merece o nosso reconhecimento, por ser a única representante feminina do elenco e protagonizar cenas de ação impressionantes e marcantes. A atriz se destacou em meio aos homens e lutou a guerra com verocidade, coragem e a bravura de quem anseia por liberdade. Gostei muito da personagem, ela é um mulherão.

Jovan Adepo, representou a humanidade no filme. De todos, seu personagem era o que tinha mais medo, consciência, vontade de ir para casa e ajudar o máximo de pessoas que ele pudesse. O ator nos representa em tela e passamos por todas as situações do filme acompanhando o seu olhar e atitudes. Se voltarmos a associação ao vídeo game, ele é como se fosse o nosso avatar no jogo.

Em suma, Operação Overlord é um filmão de guerra, com pitadas de terror e muitos elementos trashs que representam um pouco do que foi o mal e horror causados pelos cientistas alemães durante uma das épocas mais tristes e vergonhosas da história do nosso mundo. Vale a pena assistir nos cinemas!