Johnny English 3.0

No dia 01 de novembro chega aos cinemas brasileiros Johnny English 3.0, o novo filme da franquia estrelada por Rowan Atkinson. Fique tranquilo, essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

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Mas afinal, o filme é bom?

Bem, depende. Você gosta do humor britânico? Monty Python e Mr. Bean te fazem rir? Se a resposta para ambas as perguntas for negativa, provavelmente você nem sabia que Johnny English era uma franquia. Assim, é melhor manter uma distância segura de Johnny English 3.0. Agora, se o humor físico absurdo de Rowan Atkinson conseguiu arrancar risadas suas ao ver Mr. Bean levar milhares de canetas (e um ursinho da Pantera Cor de Rosa) para um teste, então aqui está um filme para alegrar seu dia.

Depois de um hacker expor todos os agentes secretos do MI7 e praticar outros pequenos atos terroristas, a Primeira Ministra (Emma Thompson) pede que agentes aposentados sejam recrutados para encontrar o culpado. Dentre eles, está Johnny English (Rowan Atkinson), que hoje trabalha como professor de geografia. Se reunindo ao parceiro Bough (Ben Miller), o ex-agente terá a sua obsolescência como maior arma contra o criminoso tecnológico.

Enquanto a Primeira Ministra tenta negociar com o milionário da internet, o americano Jason Volta (Jake Lacy), para aumentar a segurança dos dados secretos do Reino Unido, English começa a sua caçada no sul da França. Lá se depara com Ophelia Bhuletova (Olga Kurylenko), a enigmática russa que possui ligação com o mandante dos ataques.

A identidade do vilão é óbvia, mas o mistério não faz parte da missão do filme. O objetivo aqui é claro: divertir. As piadas são cruas e previsíveis. Se English afirma que tem gasolina o suficiente em seu Aston Martin, o que acontece? Ela acaba no meio de uma perseguição. E se é proibido usar celular perto de um submarino nuclear? O agente vai acabar lançando um míssil por engano. Porém, existe algo reconfortante e estranhamente divertido nisso.

Infelizmente, por mais que faça rir e tenha um elenco estrelado, é visível que Johnny English 3.0 será esquecido em menos de um ano. O gênero sofre para manter sua relevância na cena atual justamente pela falta de novas piadas. Como tudo de engraçado já foi visto, e mais de uma vez, nada torna o filme memorável. Atkinson ainda tem fôlego para levar a comédia de um filme inteiro apenas nas suas sobrancelhas, mas até quando? Se não houver uma atualização desse humor característico, talvez esteja na hora de deixar o agente English aposentar de vez.