Halloween

No dia 25 de outubro, chega aos cinemas Halloween, o novo filme da Universal Pictures. Fique tranquilo, essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

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Mas afinal, o filme é bom?

Acho muito engraçado alguém esperar alguma coisa de uma franquia que tem mais de dez filmes lançados. Amigos, convenhamos, esses longas são lançados com o único propósito de nos divertir e entreter. Se você está procurando um grande roteiro, um terror genial e inovador e uma produção que vai explodir a sua cabeça, esse não é o seu lugar.

Em se tratando de uma continuação direta do primeiro filme, o novo Halloween chega aos cinemas como uma espécie de homenagem aos 40 anos da franquia. O longa resgata o clima oitentista e nos transporta de volta ao passado, o que é bem legal. Toda a ambientação, a forma como a história se desenrola e a trama em si, me fez lembrar dos filmes que faziam sucesso na época, como Sexta-feira 13 e outros slashers que se resumiam a: um maluco fantasiado que sai matando gratuitamente as pessoas.

Quando digo que o novo Halloween é divertido, me refiro ao resgate da fórmula oitentista e ao saudosismo que o longa traz para as telas. Nos dias atuais os filmes de terror se resumem a: baseado numa história real (aham, até parece), surra de jump scare e, por fim, festival de entidades e gente sendo possuída. Parece que Hollywood não sabe mais assustar e inovar no cinema de terror e horror. E por conta dessa saturação e desgaste, ver nas telas ao que me remeteu ao passado foi super divertido e eficiente.

Como disse, não esperem um roteiro elaborado e nem uma grande história. O novo Halloween é um filme simples, tanto em termos de construção de personagens, falas e trama. A maioria das coisas é bem rasa e falta desenvolvimento, mas ainda assim, essas falhas não descredibilizam o longa em si. Para sua experiência valer a pena, entre não esperando nada e tenha a certeza de que você estará assistindo à uma homenagem à franquia e aos anos 80, ok?

Michael Myers e Jamie Lee Curtis têm um caso antigo, e no novo filme a dupla reprisa a velha briga entre gato e cachorro. É legal? Sim, pois vemos como a protagonista envelheceu e amadureceu, se tornando uma Sara Conor da franquia. Destemida, corajosa e completamente badass, a atriz carrega o filme nas costas e é a grande estrela do longa.  Andi Matichak se apresenta como uma figura promissora, enquanto Judy Greer só sabe gritar e chorar.

Sem nenhuma expressividade e sentimento, Michael Myers é uma figura fria e brutal. A verdade é que o personagem pode muito bem se tornar a representação do que é o mal e do prazer de matar, e servir como base para a propagação dessa “ideia”. O que quero dizer é que com ou sem ele, o que importa para a franquia é o que ele representa e não quem está por detrás da máscara em si. Partindo dessa premissa, Halloween pode muito bem continuar contando suas histórias se baseando no legado dessas duas figuras icônicas.

Em resumo, o novo filme é divertido, mas muito simples e pobre de elementos cinematográficos. Ajuste a sua expectativa e boa sessão!