O Primeiro Homem

No dia 18 de outubro, chega aos cinemas O Primeiro Homem, um filme que conta a história do astronauta Neil Armstrong. Essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

trailer internacional de O Primeiro Homem

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Mas afinal, o filme é bom?

Baseado no livro de James R. Hansen, o longa é um recorte visceral em primeira pessoa que explora os sacrifícios e os custos – de um homem e de uma nação – a fim de completar a jornada da NASA durante o período de 1961-1969.

O Primeiro Homem é um filme artístico, contemplativo e esteticamente muito bonito. O longa tem um ritmo lento e o protagonista mais observa e sente do que fala o que está pensando. O filme é uma verdadeira imersão na imensidão do espaço e mostra por diversas vezes como somos insignificantes. O homem sonhou em sair da Terra e navegar pelo espaço, mas até que isso fosse possível, muitas e muitas vidas foram sacrificadas.

A opção de a câmera trabalhar a visão do protagonista, nos proporcionou uma experiência única. Nos sentimos na pele de Ryan Gosling. Ficamos tontos, apavorados, confusos e sem ar. As cenas em primeira pessoa chegam a ser claustrofóbicas. Ao mesmo tempo que é fascinante enxergar o espaço e a lua pelo olhar de Neil Armstrong, chega a dar medo. Momentos como esse são extremamente contemplativos e lindos de se ver.

Em termos de atuação, O Primeiro Homem é o filme perfeito para Ryan Gosling. O ator que pouco vária em suas expressões faciais, não precisa se preocupar em entregar emoções nesse filme. O protagonista é frio, calculista, reservado e muito introspectivo em vários momentos. Chega a irritar, pois em várias cenas que pedem uma explosão de sentimentos, ele se mantém num choro contido e muito íntimo. Gosling fez um bom trabalho e cumpriu a proposta.

O Primeiro Homem é um filme entre Neil Armstrong e o espaço. A relação de amor, admiração e conquista entre esses dois personagens é explorada durante todo o longa. Contudo, o roteiro ainda permite que Claire Foy brilhe em duas cenas pontuais. Extremamente talentosa, a atriz não teve espaço suficiente para mostrar todo o seu talento, contudo, deixou sua marca em cenas extremamente emocionais e profundas. Sentimos o desespero, o amor e o grito no peito de Claire.

O filme conta com vários nomes de peso e rostos conhecidos, mas nenhum deles se destaca o suficiente a ponto de ser mencionado. O que posso dizer a você é que os coadjuvantes fizeram um bom trabalho e cumpriram seu propósito em tela.

Preciso enaltecer e destacar a trilha sonora de O Primeiro Homem. As músicas fizeram toda a diferença e tornaram as cenas, que graficamente já eram bonitas, melhores ainda. As melodias se encaixaram perfeitamente e descreveram os sentimentos de forma precisa. Tudo está em harmonia, a cena, a expressão dos atores e os sons que embalam os momentos. Cheguei a ficar arrepiado.

Visualmente impecável, o longa chega aos cinemas para contar uma história verídica e que marcou o mundo. Um pouco cansativo, o longa é um prato cheio para quem adora histórias reais e é apaixonado pelo espaço e a NASA. Prepare-se para embarcar nos bastidores da missão que levou o homem até a lua e boa sessão!