No dia 27 de setembro, chega aos cinemas PéPequeno, a nova animação da Warner BrosAnimation. Fique tranquilo, essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

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Mas afinal, o filme é bom?

Um yeti, criatura conhecida como o “Abominável Homem das Neves”, está indo na contramão do que todos os seus semelhantes acreditam: ele tem a certeza que os seres humanos, para eles até então um mito, realmente existem, mesmo que todos da sua espécie neguem. Mas ele não desiste tão facilmente de provar sua tese.

PéPequeno é uma divertida e gostosa animação que traz musicalidade, fofura e personagens carismáticos para a tela, e discute temas extremamente importantes e atuais, se tornando um filme para todas as idades e que deveria ser assistido por todos.

Numa época em que as diferenças geram ódio, raiva e discussões calorosas, PéPequeno chega para nos mostrar que a ignorância nos afasta do próximo. O temor nos faz sentir ódio e a falta de diálogo faz nos agredirmos sem necessidade. As pessoas precisam parar para ouvir o que o outro tem a dizer, parar para entender o que o outro pensa, como se sente, o que gostaria e acima de tudo, aprender a respeitar e aceitar as opiniões diferentes. Precisamos de mais tolerância, mais empatia e mais amor. Não existe um lado certo, não existe uma verdade absoluta, precisamos encontrar um denominador comum onde todos possam viver felizes, respeitados e satisfeitos.

A discussão proposta em PéPequeno é muito importante e fico muito feliz de ver um estúdio poderoso e que tem anos de sucesso e histórias, levantando uma bandeira como essa e pregando o fim do ódio e da guerra das diferenças. Vamos nos unir, vamos nos abrir para compreender e aceitar o outro como ele é e acima de tudo, vamos nos amar. O ódio só traz o caos e a dor, e convenhamos amigos, a vida é muito curta para perdermos tempo com um sentimento tão terrível e destruidor. Mais amor por favor.

PéPequeno é uma animação muito equilibrada, trabalhando bem a musicalidade, a comédia, o drama e as discussões sérias e pertinentes. O roteiro é muito equilibrado e dá o devido espaço para cada um desses elementos aparecer e brilhar na hora certa. A fluidez da história também é muito boa. O filme entrega um ritmo gostoso e quando você menos espera termina a sessão e você sai cantarolando e sentindo a esperança de um mundo melhor.

O protagonista é carismático, consegue cumprir o seu papel de conscientizador e explorador do novo mundo, mas sem vestir a capa do herói. No fundo, Migo coincidentemente cruza com algo que muda completamente as suas crenças e visão de mundo. Ele não está na trama para ser o herói, e isso é o mais legal. O personagem representa uma ruptura do velho e um primeiro passo para o novo. Ele é falho, ele é curioso e acima de tudo, ele acredita na bondade, na união e na verdade. Migo tem empatia, característica primordial para a aceitação das diferenças e da mudança.

A dublagem brasileira mais uma vez dá um show e mostra porque somos uma referência mundial nesse trabalho. Confesso ter ficado curioso para ouvir o áudio original e as vozes de Channing Tatum e Zendaya, contudo, a experiência vivida no cinema não deixa nem um pouco a desejar em relação ao original.

Confesso estar encantado com PéPequeno. Entrem na sessão com o coração aberto para receber e absorver a mensagem. As pessoas precisam ser impactadas com mensagens como a desse filme, só assim transformaremos o mundo num lugar melhor. Parabéns Warner Bros. por mais um acerto, o estúdio tem entregado excelentes animações e acima de tudo, vem levantando a bandeira de um mundo para todos e cheio de amor.