No dia 27 de setembro, chega aos cinemas A Primeira Noite de Crime, quarto filme da franquia. Fique tranquilo, essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

Siga nossas redes sociais:

Mas afinal, o filme é bom?

Para empurrar a taxa de criminalidade para menos de 1% no resto do ano, o Governo Americano testará uma teoria sociológica que libera a agressão por uma noite em uma comunidade isolada. Mas quando a violência dos opressores atinge a raiva dos marginalizados, o contágio explodirá as fronteiras da cidade-teste e se espalhará.

A ideia de Uma Noite de Crime foi inovadora e muito interessante quando o longa chegou aos cinemas, mas, convenhamos amigos, esse é o quarto filme da franquia e a fórmula já está mais do que desgastada. A Primeira Noite de Crime conta a origem de tudo e traz um ar de reboot, tentando dar uma sobrevida a uma história que já deveria ter se encerrado. Contudo, se levarmos em consideração que o mundo e a indústria cinematográfica giram em torno do dinheiro, se justifica o fato desses filmes continuarem sendo lançados.

A Primeira Noite de Crime é um suspense sanguinolento que não economiza em mortes, tiros, facadas e corpos. O tom anarquista e caótico se estabelece, mas, o roteiro foca no sistema político e na forma como os governantes e as grandes corporações manipulam a sociedade, estimulando a violência e usando esse caos a seu favor. Se fizermos um paralelo aos dias atuais em que nós brasileiros vivemos, a única diferença que vejo é o fato da violência ainda não ter sido “legalizada”, pois as agressões, ofensas e violência verbal já se instauraram há muito tempo.

Em pleno ano de eleição aqui no Brasil, esse filme chega para refletirmos onde a nossa sociedade vai parar e como o extremismo só gera dor e sofrimento para o povo. Enquanto nos digladiamos em defesa desse ou daquele candidato, os poderosos se divertem acompanhando de camarote a nossa ruína e enchem os bolsos com o nosso dinheiro. Falta diálogo, falta paciência, falta saber ouvir e discordar do próximo de forma civilizada, falta humanidade. Portanto, reitero que para nos tornarmos animais como é proposto em A Primeira Noite de Crime, basta um empurrãozinho. Ninguém aguenta mais sofrer, mas lembrem-se, a violência nunca é o caminho.

O roteiro de A Primeira Noite de Crime é bem simples e clichê. O longa parece uma experiência violenta e insana de uma dessas “noites do terror”, trazendo uma ambientação macabra e cheia de figuras estranhas. Se olharmos para os personagens em si, nenhum deles se destacada, mas no final, todos funcionam em conjunto.

Acompanhamos a história dos irmãos vividos por Lex Scott Davis Joivan Wade, que nos transportam para dentro do filme e nos fazem sentir a loucura na pele. A dupla vai bem e tem atitudes típicas de personagens de filmes de terror, protagonizando momentos estúpidos e tomando decisões completamente erradas, mas até ai, tudo isso estava dentro do previsto.

Y’lan Noel carrega a ação nas costas, entregando momentos interessantes e representando o povo que não aguenta mais as merdas que o governo faz. Seu personagem é bem humano e ele nos entrega um traficante bonzinho, família e apaixonado, essa postura é engraçada e inesperada.

No geral, A Primeira Noite de Crime é aquele filme que repete a fórmula e carrega o legado de outros três longas. Com um ar de reboot e sem inovar, o longa peca na falta de terror, suspense e tensão, restando apenas, sangue, sangue e mais sangue. Os fãs do gênero minimamente vão se divertir.