Blake Lively Um Pequeno Favor

No dia 27 de setembro, chega aos cinemas Um Pequeno Favor, o novo filme de Blake Lively e Anna Kendrick. Essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

trailer de Um Pequeno Favor

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Mas afinal, o filme é bom?

Quando a “nova amiga” de Stephanie (Anna Kendrick) pede para ela pegar seu filho na escola e depois desaparece misteriosamente, Stephanie procura descobrir a verdade por trás do súbito desaparecimento de Emily (Blake Lively). Stephanie é acompanhada pelo marido de Emily, Sean (Henry Golding) neste thriller cheio de reviravoltas e traições, segredos e revelações, amor e lealdade, assassinato e vingança.

Um Pequeno Favor é um filme que tinha potencial para se tornar o novo “Garota Exemplar”, mas a forma como o diretor conduziu a produção, quebrou todo o clima noir e de suspense da trama. O longa começa intrigante, cheio de elementos interessantes e que poderiam ser mais bem desenvolvidos, mas as escolhas do roteiro e a direção, fizeram todos os pontos positivos caírem por terra. No final, terminamos com uma farofa.

Quando critico o roteiro, tenho consciência de que o filme seguiu a narrativa estabelecida no livro. Portanto, não gosto do caminho que a autora Darcey Bell deu para a história. Se ela tivesse seguido na linha do “menos é mais”, os acontecimentos posteriores ao sumiço de Emily (Blake Lively) seriam mais interessantes e menos esdrúxulos. Em vários momentos tive a sensação de: “o que está acontecendo com esse filme?” e isso é muito ruim, pois o longa começa de uma forma e muda completamente do meio pro fim.

Explanando um pouco esse último ponto, realmente tive a sensação de ter visto uma costura entre duas histórias paralelas. Um Pequeno Favor começa estabelecendo uma mulher misteriosa e que da noite pro dia some gerando todo um suspense por detrás do seu desaparecimento. Posterior a isso, temos a personagem de Anna Kendrick desenvolvendo todo um arco paralelo, mas que se conecta com a trama principal.

Entrando na personagem de Anna Kendrick, de todo o filme ela foi a que passou pela maior transformação. No início ela só é uma mãe meio irritante e toda certinha, mas depois, nos deparamos com uma mulher completamente diferente. Confesso não ter comprado os argumentos que sustentam seus propósitos e reações. No final, achei tudo exagerado e meio sem nexo. Ainda sobre a atriz, tenho que destacar como ela sempre entrega a mesma atuação em seus trabalhos. Tenho a nítida sensação de estar vendo a mesma personagem em produções diferentes. Acho que falta versatilidade e boa condução da direção para tentar extrair o melhor que ela tem a oferecer.

Blake Lively é facilmente uma das mulheres mais sexys da atualidade. Elegante, sedutora, com presença e postura, posso passar o dia todo aqui elencando as características que a fazem roubar a cena por onde passa. Contudo, fico muito feliz de ver como Blake cresceu e amadureceu como atriz desde Gossip Girl. A loira vem escolhendo papéis diferentes e que exigem sentimentos e emoções diferentes, o que fez com que ela trabalhasse a sua versatilidade e melhorasse a sua entrega. Um Pequeno Favor é um filme que vale a pena quando ela está em cena, pois quando o roteiro a tira dos holofotes, fica um vazio em tela que não consegue ser suprido pelo restante do elenco.

No final das contas, Um Pequeno Favor vende um suspense noir que não aconteceu. Seja pela história ou pela direção, o filme que tinha potencial para explodir a nossa cabeça por conta de uma trama intrigante e cheia de reviravoltas, acaba causando estranheza em vários momentos e deixa uma sensação final de: “mas o que foi isso que eu acabei de assistir?”.