Traffik - Liberdade Roubada

No dia 20 de setembro, chega aos cinemas Traffik – Liberdade Roubada, o novo filme distribuído pela Paris Filmes. Essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

Siga nossas redes sociais:

Mas afinal, o filme é bom?

Brea (Paula Patton) e John (Omar Epps) estão nas montanhas com uns amigos para um fim de semana romântico, quando acabam se deparando com uma gangue de motoqueiros. Sozinhos, eles precisam se defender do grupo, que não mede esforços para esconder seus segredos.

O tema de Traffik – Liberdade Roubada é muito atual e importante de ser discutido. O filme chega a nos assustar ao pensar que a história contada em tela é baseada num caso real. Além disso, é muito triste e angustiante pensar que milhares de pessoas, principalmente as mulheres, são sequestradas e vendidas como mercadoria todos os dias.

Uma vez contextualizado, vamos ao que interessa. Traffik – Liberdade Roubada tem problemas de direção. O longa consegue estabelecer a problemática, apresentar seus personagens, mas faltou condução para que alguns deles fossem bem representados em tela. Omar Epps é um bom exemplo. Conhecido por seu trabalho na série House, o ator não conseguiu desempenhar um bom papel e acabou entregando um personagem sem sal e sem emoção, principalmente nos momentos mais tensos do filme.

Paula Patton é a melhor personagem em tela. A atriz conseguiu entregar o desespero e aflição de sua personagem, protagonizando bons momentos. Mas, quando o assunto era vida amorosa, achei que ela deixou muito a desejar. Sua relação e interação com o personagem de Omar Epps não funcionou. Faltou fluidez, eles não foram orgânicos, entende? O relacionamento pareceu forçado e não convenceu.

A gangue dos motoqueiros e os demais coadjuvantes cumprem os seus papéis, mas nenhum dos atores ganha grande destaque. O roteiro de Traffik – Liberdade Roubada é bem previsível e a forma como o diretor conduziu o desenrolar da história, quebrou o clima de tensão que deveria estar estabelecido em determinados momentos e tornou o filme meramente assistível. Ao final da sessão você não sai completamente impactado, mas também não sai puto com o que viu. De modo geral, a experiência é ok, mas não marcante.

Mais importante do que o filme em si, é o alerta que é passado. Essa questão de tráfico de pessoas é muito séria e deve ser combatida por todos nós.