2ª temporada de Atypical

No dia 07 de setembro, estreou a 2ª temporada de Atypical, uma série original da Netflix. Fique tranquilo, essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

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Mas afinal, a 2ª temporada de Atypical foi boa?

Atypical é uma das grandes pérolas da Netflix, e uso esse adjetivo numa conotação extremamente positiva. O serviço de streaming que vem lançando uma enorme quantidade de conteúdos ruins, acerta em cheio ao entregar uma série sensível, carismática e que aborda vários temas atuais e importantes.

Um das coisas mais legais de Atypical, é o jeito como o roteiro desenvolve sua narrativa a partir da forma como Sam vê o mundo e encara as situações. O narrador protagonista faz paralelos muito legais entre o reino animal e os acontecimentos que giram em torno do seu dia-a-dia, trazendo humor e leveza, principalmente para as situações mais tensas e dramáticas da série.

A leveza é outro ponto que merece ser destacado. A 2ª temporada de Atypical segue desenvolvendo a vida de Sam, mas dá mais espaço para os personagens secundários desenvolverem seus arcos individuais. Todos têm uma jornada de crescimento e amadurecimento, regada de drama, sofrimento e evolução.

Por sinal, evolução é a palavra que melhor define a 2ª temporada de Atypical. Chega a ser emocionante ver como cada personagem evoluiu e mudou desde o início. A mensagem que é passada de superação, auto-descobrimento e coragem para enfrentar o novo e o desconhecido, é muito legal. A vibe de Atypical é muito gostosa, recomendo que todos assistam essa série.

O trabalho de Keir Gilchrist é impressionante. O ator abraçou o papel e conseguiu nos trazer um personagem sensível e frágil em alguns momentos, mas muito forte e destemido em outros. A forma como ele entrou no mundo do autismo e deu vida a Sam, foi incrível. Keir convence na atuação e consegue trabalhar muito bem as facetas e trejeitos do protagonista.

Brigette Lundy-Paine roubou a cena na primeira temporada. Casey é uma personagem incrível, com um coração enorme e que vive uma jornada muito interessante. Na 2ª temporada de Atypical, ela não chegou a ofuscar o protagonista, mas viveu um arco que conversa muito com os jovens que estão na fase do colegial. Todo o auto-descobrimento e o novo, foram mostrados de uma forma sutil e próxima da realidade. Várias situações que são mostradas em tela fazem jus à vida real.

Os veteranos Jennifer Jason Leigh Michael Rapaport também tiveram uma boa participação na 2ª temporada de Atypical. Enquanto Jennifer procurou se redimir de seus pecados, Michael ganhou mais espaço para desenvolver o seu personagem. Doug saiu das sombras da esposa e conseguiu nos mostrar os seus sentimentos e o que ele pensa. A dupla fluiu muito bem em cena e protagonizou momentos interessantes, deixando um gancho a ser explorado na próxima temporada.

Além de entreter, Atypical serve para quebrar o preconceito, a ignorância e introduzir o autismo à muitas pessoas que não conhecem esse transtorno. A série mostra os dois pontos de vista tanto de quem vive no espectro, quanto de quem convive com autistas. A Netflix acerta ao entregar uma produção leve, séria e cheia de mensagens importantes. Se você ainda não assistiu, não perca essa oportunidade.