A Freira

Chega amanhã (06) aos cinemas brasileiros A Freira, novo terror derivado de Invocação do Mal. Fique tranquilo, essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

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Mas afinal, o filme é bom?

Assim como Invocação do Mal e a boneca Annabelle, sua continuação instigou os espectadores a conhecerem mais sobre Valak. Com pouco tempo de tela, quase nada foi entregue sobre o demônio que assumia a forma macabra de uma freira (Bonnie Aarons). Sendo assim, não é de se espantar que a Warner Bros. tenha agarrado a oportunidade de mais um spin-off da franquia.

No ano de 1952, o Vaticano incumbe ao Padre Burke (Demián Bichir) a investigação do suicídio de uma jovem freira em uma abadia na Romênia. Com a ajuda da noviça Irene (Taissa Farmiga), o atormentado padre deve desmascarar o segredo profano do local. Arriscando suas vidas, ambos se deparam com a força demoníaca que vem aterrorizando a propriedade na forma de freira.

Na época dos templários, um Duque (Mark Steger) tentou trazer o demônio Valak para o nosso mundo. O motivo nunca saberemos, já que uma relíquia sagrada chega bem a tempo de impedi-lo. Desde então, as freiras mantém o mal afastado por meio de sua adoração ininterrupta. Tudo muda quando bombardeios da Segunda Guerra Mundial reabrem o portal.

A primeira característica que nos chama atenção é que, diferente de seus predecessores, A Freira não é baseada em fatos reais. De cara, o filme já não consegue provocar os mesmos sentimentos que tornaram Invocação do Mal um sucesso. Sem imagens e gravações reais para apoiar a história, diretor e roteiristas tiveram um maior controle da narrativa. Infelizmente, liberdade demais pode ser um problema.

A origem do demônio e sua ligação com Ed (Patrick Wilson) e Lorraine Warren (Vera Farmiga) eram as grandes expectativas para o filme, mas são entregues de maneira rápida e até um pouco desleixada. Talvez tenha sido proposital para focar nos novos personagens, mas nem mesmo o carisma de Taissa Farmiga torna a história mais atrativa do que a do casal Warren.

Enquanto o Padre Burke parece inútil, Irene tem um passado de visões que é mal explorado, não podendo ajudá-la em sua irrelevância. O único personagem que chega realmente perto da audiência é Frenchie (Jonas Bloquet). Rosto masculino atraente e alívio cômico da trama, o fazendeiro desperta mais empatia do que ambos os protagonistas juntos.

O lado positivo da trama rasa e fechamento simples, é que pouco mais de 90 minutos são o bastante para entregar um filme redondo. Rodeado dos clichês do gênero, A Freira merece ser assistido para que cada um decida por si se esse é tão assustador quanto os anteriores. Mas uma coisa é certa: você vai pular da cadeira. Talvez nem tanto pelo susto, mas pela ótima edição de som.