Kin

No dia 6 de setembro chega aos cinemas brasileiros Kin, novo filme de ficção científica da Paris Filmes. Fique tranquilo, essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

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Mas afinal, o filme é bom?

O sci-fi Kin segue a vida de Eli Solinski (Myles Truitt), um garoto negro adotado por uma família branca. Desafiando a rigidez do pai Hal (Dennis Quaid), Eli garimpa lugares abandonados em busca de metais para vender e acaba se deparando com uma arma futurista. Os problemas começam quando seu irmão mais velho, Jimmy (Jack Reynor), sai da cadeia.

Jimmy deve uma alta quantia para os homens que o protegeram na prisão de Hal. Dá errado, Jimmy foge com o irmão Eli. Sem dizer o real motivo da viagem, Jimmy esconde não só a morte do pai, mas também o fato de que se tornaram um alvo para o alucinado Taylor. Enquanto isso, dois soldados começam sua busca pela arma roubada por Eli.

Em meio a viagem, os dois se deparam com a stripper Milly (Zoë Kravitz), que se une aos dois na viagem para o oeste dos EUA. Junto com Jimmy, Milly representa o guia para afastar Eli de más decisões. Mesmo quando ambos continuam com atos desvirtuados, tentam ao máximo fazer com que o garoto aceite a si mesmo e não trilhe o mesmo caminho.

Os atores são carismáticos e os efeitos estão on point, mas mesmo assim alguma coisa falta para Kin. Não tão focado na parte de ficção científica, terminamos sem saber de onde veio a arma. De outra dimensão? Do futuro? De outro planeta? Nada fica claro nesse sentido, e temos que aceitar uma rápida explicação nos minutos finais.

Kin se preocupa muito mais com o relacionamento entre os irmãos que basicamente não se conhecem. Porém, em meio à caçada dupla, esse mesmo relacionamento também não pode ser aprofundado. Tudo se desenrola muito facilmente. Mas ao fim, percebemos que esta foi só a apresentação da saga.

O filme nasceu do curta metragem dos diretores Jonathan e Josh Baker‘Bag Man’, e fica evidente a presunção de continuar a história. Isso é facilmente notado pela aparição do também produtor do filme, o ator Michael B. Jordan. Prometendo retornar no futuro, os diretores usaram um ator amado pelo público para instigar a audiência. Eli representa o perfeito arquétipo de herói infantil (o bondoso e corajoso órfão) e seu destino pode ser explorado de maneira interessante. Basta que o público julgue se o filme é ou não relevante o suficiente para ganhar uma continuação.