Hotel Artemis

No dia 13 de setembro, estreia Hotel Artemis, filme que conta com a volta de Jodie Foster às telas. Fique tranquilo, essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

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Mas afinal, o filme é bom?

Seja bem-vindo ao Hotel Artemis. Localizado em Los Angeles, o hotel atua como hospital para indivíduos de índole duvidosa. Para os criminosos que podem pagar a mensalidade, o local está à disposição para que a Enfermeira (Jodie Foster) cuide dos mais variados ferimentos. Assumindo o codinome dos quartos para o qual são designados, cada hóspede tem sua identidade protegida enquanto recebe o tratamento.

Para tanto, algumas regras devem ser seguidas: nada de armas, nada de policiais e é expressamente proibido matar outro hóspede. Caso alguma delas seja infringida, você terá que se entender com o ajudante/capanga Everest (Dave Bautista). Evidentemente, tudo começa a dar errado quando todos deixam de seguir essas regras.

No futuro distópico e não tão longínquo de 2028, uma revolta geral toma conta de Los Angeles após a privatização da água. Enquanto a cidade se torna um caos, dois irmãos falham ao assaltar um banco e precisam da ajuda do Hotel Artemis. Enquanto Honolulu (Brian Tyree Henry) é assistido pela Enfermeira, Waikiki (Sterling K. Brown) observa os outros hóspedes. O barulhento traficante de armas, Acapulco (Charlie Day), e a sedutora assassina francesa, Nice (Sofia Boutella). Para completar a lotação máxima do hotel, o Rei Lobo (Jeff Goldblum), “dono” de Los Angeles, é esperado para dar entrada a qualquer momento.

Com premissa e personagens interessantes, tudo o que queremos é saber mais sobre cada um dos que estão em cena. Infelizmente, isso não acontece. Everest entrou no hotel ainda criança, mas o motivo não é explorado. Nice sabe o primeiro nome de Waikiki e existe tensão entre os dois, mas por quê? E esses são apenas alguns furos da narrativa, que nos deixa sem saber os destinos de alguns personagens.

A mais desenvolvida é, sem dúvidas, a Enfermeira. Depois da morte do filho, perdeu sua licença profissional graças ao alcoolismo e acabou fundando o hotel com a ajuda do Rei Lobo. Sofrendo de ansiedade e agorafobia, a personagem só não é um acerto devido à sua intérprete. A escolha de Foster para os trejeitos e fala da Enfermeira resultaram em algo sofrível, se não cômico.

Por sorte, o diretor Drew Pearce reuniu um elenco carismático, sendo esse o grande ponto positivo do filme. Foi sábia a sua decisão de focar a história em Brown, o ator é agradável para o público em geral e amado pelos fãs da série This Is Us, tornando fácil a empatia pelo personagem. Enquanto Zachary Quinto consegue exatamente o oposto como o desprezível filho do Rei Lobo. Já Goldblum não precisa de explicações, mesmo com sua aparição pontual, o homem transforma a atmosfera da cena apenas com a sua presença.

Apesar de todas as falhas, Hotel Artemis não é um filme ruim. Mas também não é ótimo. Ele simplesmente paira no meio termo. Com pouco mais de 90 minutos, parece que o tempo foi o grande vilão na tentativa de torná-lo em algo além de mais um filme superficial.