Mentes Sombrias

No dia 16 de agosto, chega aos cinemas Mentes Sombrias a nova adaptação literária trazida pela Fox Films. Fique tranquilo, essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

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Mas afinal, o filme é bom?

Quando adolescentes desenvolvem poderosas habilidades de maneira misteriosa eles são declarados uma ameaça pelo governo e são presos. Ruby, uma garota de dezesseis anos e uma das mulheres mais poderosas que alguém já viu, escapa de seu acampamento e se junta a um grupo de jovens fugitivos em busca de um porto seguro. Logo, esta nova família percebe que, em um mundo onde os adultos no poder os traiu, não basta correr, eles terão que resistir usando seus poderes coletivos para recuperar o controle de seu futuro.

Partindo da premissa que nada se cria, tudo se copia, me pego refletindo de como as referências e inspirações podem prejudicar uma obra que está surgindo. Em 2012, Alexandra Bracken trouxe ao mundo um livro que conta a história de crianças com poderes e habilidades especiais, e que são perseguidas pelo governo e por outro grupo que pretende utilizá-las a seu favor.

Logo no início do filme automaticamente comecei a pensar em todas as distopias adolescentes que já consumi e em paralelo conectei à premissa aos X-Men e conclui como as inspirações e referências prejudicam e geram preconceito no público. Quando nos deparamos com Mentes Sombrias, expressões como: mutantes genéricos e o encontro da Katniss com os X-Men são quase que inevitáveis.

Tentando anular esse sentimento e abrindo a cabeça para consumir aquele material como algo inédito, percebo como a escalação de atores pouco conhecidos é um erro cometido recorrentemente pelos estúdios. Veja, se hoje existem pessoas que consideram os filmes de super-heróis saturados, qual a chance delas assistirem um filme como Mentes Sombrias, que não tem praticamente nenhum rosto conhecido? Entende onde eu quero chegar? Falta apelo! Se você vai entregar ao público um filme que vai sofrer com as piadas e comparações, escolha pelo menos rostos populares e que tenham apelo comercial, senão, tudo não passará de uma versão genérica e sem sal.

Complementando o argumento, falta um nome de peso para o elenco de Mentes Sombrias. Os protagonistas até que são bons e funcionam dentro da trama, mas falta aquele tempero para tornar o prato gostoso e não só comestível, entende? As atrizes Mandy Moore Gwendoline Christie, que são as mais conhecidas, quase não aparecem e pouco fazem pela trama.

Em termos de narrativa, Mentes Sombrias é bem estruturado, organizado e traz elementos interessantes para as telas. Ver os jovens utilizando os poderes é que prende a nossa atenção. Caso o estúdio resolva investir numa sequência, tá ai um ponto que poderia ser mais explorado.

No final das contas, Mentes Sombrias é divertido, mas é esquecível. A história tem potencial, mas a entrega final deixa a desejar e não engrena como a nova distopia teen do momento. Ao final da sessão, esse será mais um filme protagonizado por adolescentes que discute temas como segregação, opressão e outros temas políticos e sociológicos.