5ª temporada de The Originals

Chegou ao fim a 5ª temporada de The Originals, encerrando a história dos irmãos Mikaelson. Fique tranquilo, essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

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Mas afinal, a 5ª temporada de The Originals foi boa?

Quando anunciaram The Originals logo pensei: precisamos mesmo dessa série? A saída de Klaus, Elijah e Rebekah de The Vampire Diaries, deixou um grande vazio em Mystic Falls. Elena e companhia, nunca haviam enfrentado nada parecido como a família Mikaelson, o que tornava muito interessante a tensão que girava em torno desse antagonismo. Os vampiros originais foram apresentados como vilões e com o passar dos episódios se tornaram anti-heróis. Enfim, a dinâmica era boa e fez falta para continuidade da história dos irmãos Salvatore.

Uma vez anunciado e confirmado o spin-off, fomos apresentados à toda comunidade sobrenatural de Nova Orleans, uma cidade que é regada de histórias de vampiros e outros mitos e lendas. O cenário para o desenvolvimento dessa nova série era perfeito, contudo, a criadora Julie Plec usaria e abusaria da repetição da mesma fórmula ao longo das cinco temporadas de The Originals, prejudicando e muito a produção. Sabe quando a pessoa espreme até sair a última gota? Pois é, isso já aconteceu há muito tempo, mas esqueceram de avisar a autora.

O que prejudicou The OriginalsThe Vampire Diaries foi a arrogância da criadora e da própria emissora de não aceitarem a famosa frase: “já deu o que tinha que dar”. A falta de criatividade tornou as histórias repetitivas, sem emoção e arrastadas. Vejam, sou fã e assisti as duas séries, mas não porque esperava alguma coisa delas, e sim pelo apego emocional e carisma de alguns personagens. Pois convenhamos, sempre havia uma forma de trazer as pessoas de volta, sempre havia uma bruxa mais poderosa, um vampiro mais perigoso, nada era definitivo. Ainda mais por se tratar da família original, em teoria, nada e nem ninguém seria capaz de derrotá-los, então Julie Plec tentou construir uma trama usando alegorias para criar vilões que dessem uma canseira em Klaus e Elijah, mas que ao final nós já sabíamos que não iam dar em nada.

Muito bem, dito tudo isso, chegamos a 5ª temporada de The Originals, na qual a magia negra impedia a família de ficar reunida. O drama familiar é um velho conhecido dos fãs, então até aqui sem surpresas. O último ano gastou seus 13 episódios para trabalhar e acompanhar o crescimento de Hope (Danielle Rose Russel) e tentar encontrar uma maneira de restabelecer a paz e união, se livrando do mal que assolava os originais. O roteiro foi eficiente? Não! A trama foi muito fraca e tiveram vários episódios que giraram em volta do rabo e trouxeram para a tela mais do mesmo do que já vimos.

Em termos de ameaças, a temporada também deixou muito a desejar. Todos os inimigos que apareceram foram superficiais, rasos e que não representaram nenhum perigo de fato. Tivemos mortes? Tivemos, mas confesso não ter gostado das saídas que Julie Plec encontrou para encerrar a história de alguns personagens. Sabe quando acontece uma coisa e você se pergunta: mas por que ela fez isso? Pois é, esse foi o meu sentimento ao final de vários episódios. A sensação que tenho é que a autora quis mostrar que existem consequências e que a série tratava sua história como a vida real. Mas cá entre nós, depois de oito temporadas de The Vampire Diaries e cinco de The OriginalsPlec não tinha mais moral pra matar ninguém. No final das contas, fica claro que aconteceu só pra ela provar que nem tudo são flores.

Depois de tudo isso, acho que ficou mais do que claro que achei fraco e repetitivo o roteiro da 5ª temporada de The Originals. Confesso ter assistido porque queria ver a conclusão dessa história e queria me despedir de Klaus, Elijah, Hayley, Marcel, Rebekah, Kol, Vincent e Freya. Da mesma forma que Elena, Damon e Stefan, os Mikaelson vão deixar saudades.

Em termos de atuação, destaco a participação de Joseph Morgan que continuou entregando um Klaus furioso, impulsivo e inconsequente, mas que nos presenteou com o lado pai do personagem, o que humanizou de vez o híbrido e tornou o último episódio da série emocionante e sensível.

Daniel Gilles não fica atrás. O ator segue entregando um Elijah carismático, elegante e muito sensível. O contraponto entre ele e Klaus sempre foi o elemento mais interessante da família Mikaelson. A forma como eles são completamente diferentes, mas ao mesmo tempo se completam e precisam um do outro, é o que dava graça para a série e me fazia continuar assistindo.

The Originals dá adeus aos fãs, mas deixa Hope com um legado para ser explorado no novo spin-off desse universo. Há quem diga que Legacies será uma mistura de Gossip Girl com Riverdale. Encerro deixando duas questões no ar, precisamos dessa série? Não seria melhor Julie Plec fazer uma pausa para refrescar a criatividade e depois voltar à ativa? Deixe sua opinião nos comentários!