1ª temporada de Manto e Adaga

Chegou ao fim a 1ª temporada de Manto e Adaga, a nova série da Marvel. Fique tranquilo, essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

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Mas afinal, a 1ª temporada de Manto e Adaga foi boa?

Manto e Adaga foi uma série que engrenou com o passar de seus episódios. No começo, somos apresentados aos personagens durante a infância e vemos o incidente que deu origem aos seus poderes. A partir dai, a produção dá um salto e conhecemos Tandy e Tyrone em suas versões adolescentes e passamos a entender a personalidade e os desafios de cada um. O início trouxe para as telas as consequências da noite em que eles se tornaram Manto e Adaga e como isso influenciou na vida dos dois.

1ª temporada de Manto e Adaga foi construindo as relações, os conflitos e mostrando pouco a pouco os poderes da dupla. A princípio, não fica claro o que Tandy e Tyrone podem fazer e como a interação entre eles os torna quase invencíveis. Porém, quanto mais eles usam suas habilidades, mais interessante e intrigante fica a série.

A química entre Olivia Holt e Aubrey Joseph é boa e eles funcionam bem em tela. O carisma dela acaba suprindo a apatia de Aubrey em alguns momentos e a dupla se completa na trama. Com personalidades completamente diferentes, a troca entre os dois personagens é interessante uma vez que um ajuda o outro a evoluir e atingir o seu potencial.

A 1ª temporada de Manto e Adaga, trabalha o drama que envolve o passado dos personagens e como o evento que originou os seus poderes ainda influencia no dias atuais da dupla. Fiquei surpreso como a série conseguiu ser densa em alguns momentos e entregar cenas pesadas e reflexivas. Se você está esperando uma produção adolescente, prepare-se para se surpreender. Achei o tom mais maduro e sério do que eu estava esperando.

Todo super-herói precisa de um bom vilão para brilhar. Com uma pegada bem introdutória, a 1ª temporada de Manto e Adaga explorou pouco as ameaças e os vilões. A trama girou muito em volta das jornadas individuais de cada um e desenvolveu pouco os antagonistas. A sensação que dá é que o roteiro coloca obstáculos em alguns momentos só para vermos a dupla usar os seus poderes. Nesse ponto a série deixou a desejar, vamos aguardar o próximo ano.

Os efeitos especiais de Manto e Adaga foram bem legais se considerarmos que estamos falando do primeiro ano de uma produção televisiva. A série conseguiu trabalhar bem o teletransporte e a escuridão de Tyrone (Aubrey Joseph), assim como as adagas de Tandy (Olivia Holt).

Não vou entrar no detalhe para não estragar a surpresa, mas a 1ª temporada de Manto e Adaga estabelece a série no mesmo universo das outras produções da Marvel e conecta a trama com outro herói. Agora só resta a dúvida no ar, será que teremos alguma participação especial no próximo ano?

Fechando essa crítica, achei interessante o gancho para a próxima temporada, que promete entregar a dupla mais madura, experiente e pronta para os desafios que virão.