Vidas à Deriva

No dia 09 de agosto, chega aos cinemas Vidas à Deriva o novo filme distribuído pela Diamond Films. Fique tranquilo, essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

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Mas afinal, o filme é bom?

Vidas à Deriva conta a história de um jovem casal que veleja pelo Taiti quando são atingidos por uma terrível tempestade. Passada a tormenta, Tami Oldham (Shailene Woodley) se vê sozinha na embarcação em ruínas e tenta encontrar uma maneira de salvar a própria vida e de seu parceiro, Richard Sharp (Sam Claflin).

Há quem questione o trabalho de Shailene Woodley, julgando-a mais bonita do que talentosa. A meu ver, ela tem um potencial que ainda precisa ser desenvolvido e trabalhado, mas a considero uma boa atriz. Em Vidas à DerivaShai toma conta do filme e agrada com uma atuação que nos sensibiliza e emociona em alguns momentos. Com o desenrolar da trama sentimos sua dor e desespero. O choro do final convence e é verdadeiro. Ela conseguiu me tocar e sai da sessão triste por conta da história.

Sam Claflin pouco fez no filme. O ator brilha enquanto os dois estão em terra, nos entregando um rapaz encantador, envolvente e apaixonante. Como o roteiro não exigiu muito de sua atuação, destaco a química entre ele e Shai. Os dois conseguiram me convencer de que eram um casal apaixonado. A forma como o relacionamento foi construído foi tão natural e funcional, que o amor entre eles era verdadeiro. Os atores se conectaram e seus personagens passaram verdade nas telas. Tami e Richard nasceram um para o outro.

Vidas à Deriva tem uma fotografia linda. Destaco as cenas dos dois em alto mar  antes do acidente. A imensidão do oceano, a beleza das ondas quebrando no veleiro e o pôr-do-sol do casal apaixonado são elementos encantadores e que fazem toda a diferença na construção da história.

A cena do acidente em si é muito legal e chega a dar medo quando nos deparamos com a enorme cortina de água que ataca o barco. A forma como o diretor Baltasar Kormákur mostrou a sequência desde o impactado até o momento em que Shai sobrevive, foi incrível. Tive a sensação de estar junto com ela, por conta dos movimentos da câmera e do plano em que a cena é mostrada.

Outro elemento que merece destaque é a maquiagem do filme. Fiquei boquiaberto com o trabalho da equipe que conseguiu construir os ferimentos, fraturas e desgastes por conta da deriva, com uma perfeição e realismo impressionante. Esse elemento somado ao emagrecimento de Shai no decorrer do longa fizeram as cenas à deriva serem angustiantes.

Por se tratar de uma história real, a música que encerra o filme parte o nosso coração ao meio e nos emocionamos junto com Shailene Woodley que coloca para fora todo o sentimento que carregou dentro do peito no decorrer do longa.

Vidas à Deriva não surpreende em termos de história. Todos os elementos presentes na narrativa são velhos conhecidos do público. Contudo, o longa é eficiente ao contar uma história de amor, apresentar um casal que convence e funciona, e por fim, retratar uma luta incessante pela vida. Vale muito a pena assistir nos cinemas e viver essa experiência junto com Shailene Woodley que está muito bem em tela.