Uma Quase Dupla Telecine

No dia 19 de julho, chega aos cinemas Uma Quase Dupla, um filme estrelado por Tatá Werneck Cauã Reymond. Fique tranquilo, essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

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Mas afinal, o filme é bom?

Quando uma série de assassinatos abala a rotina da cidade de Joinlândia, o calmo e pacato subdelegado Claudio (Cauã Reymond) recebe a ajuda da destemida e experiente investigadora Keyla (Tatá Werneck). No entanto, a diferença de ritmo e a falta de química dos dois só atrapalhará a solução do caso.

Uma Quase Dupla é uma comédia que traz para as telas a clássica dinâmica policial entre o esperto (Tatá Werneck) e o bobalhão (Cauã Reymond). O desenrolar da trama faz com que a interação da dupla renda momentos hilários, mesmo que esdrúxulos. O tipo de humor do filme é o pastelão, na qual nos deparamos com várias cenas forçadas e exageradas, o que pode não agradar a todos.

Incluo-me no público que não é cativado por esse tipo de humor. Acredito que a risada tenha que acontecer de forma natural e fluida e não forçada. Em Uma Quase Dupla, fica nítido o momento em que o roteiro prepara a piada e joga na tela. É uma pressão no sentido de: “agora você tem que rir”. Acho que isso quebra a naturalidade da coisa e torna tudo muito plástico e falso.

Entretanto, Tatá Werneck está bem no filme. A humorista não entrega nada de diferente do que já estamos acostumados, mas ainda assim é eficiente ao interpretar uma investigadora durona, independente e cheia de marra.

Cauã Reymond tem um gingado menos exagerado ao fazer humor, o que torna sua veia cômica mais natural e aceitável. O ator consegue entregar um subdelegado inocente e que vai se desenvolvendo com o passar do filme. Destaco sua participação, me diverti com o seu personagem.

Ao contrário do que diz a sinopse, Tatá Cauã têm química e funcionam muito bem em tela. Os dois conseguem ter uma troca muito boa e desenvolvem os lados falhos de seus personagens. É o famoso “se completam”.

Daniel Furlan é um dos personagens mais interessantes do longa. No decorrer de todo o filme, você não sabe dizer se ele é bom ou ruim, e isso tudo é graças à interpretação do ator, que soube trabalhar sua expressão e voz de uma forma que você fica na dúvida. É bem legal.

Não vou dar spoiler sobre quem vive o vilão, mas destaco o roteiro que conseguiu esconder muito bem o antagonista, fazendo com que você só descubra no último minuto. Até que seja revelado, todos são suspeitos, e esse clima de mistério e suspense é muito legal.

De modo geral, Uma Quase Dupla é um filme divertido, que entretém e ainda arranca umas risadas. Não espere nada além disso, ok? Vá aos cinemas com o intuito de assistir um filme leve e com pitadas de suspense e mistério.