Tio Drew

Em 19 de julho chega aos cinemas Tio Drew, comédia que conta com estrelas da NBA. Fique tranquilo, essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

Mas afinal, o filme é bom?

Em 2012, com comerciais virais patrocinados pela Pepsi, o astro do Boston Celtics, Kyrie Irvine, trouxe à vida Tio Drew. Com uma pesada maquiagem e próteses, o mundo foi apresentado ao fictício jogador de basquete geriátrico e adorou, chamando a atenção de Hollywood.

Para o filme, foi escolhido o formato de “reunir todo o grupo e voltar à ativa”, tão amado pelos americanos. A história envolve o treinador amador Dax (Lil Rel Howery) que, depois de perder seu time para um rival, acaba conhecendo a lenda do basquete Tio Drew e pede sua ajuda para ganhar o torneio Rucker Classic. Começa então, uma viagem para reunir os antigos companheiros, único time com o qual Drew aceita jogar.

O grupo é composto por Reggie Miller como o quase cego Lights, Chris Webber como o pastor Preacher, Nate Robinson de cadeira de rodas como Boots e Shaquille O’Neal como Big Fella, ensinando karatê para crianças. Todos trazem o devido ar cômico para o filme, mas, já que não é todo dia que podemos dizer isso, Shaq é o melhor ator de Tio Drew.

Para a esposa de Preacher, traz até Lisa Leslie, quatro vezes medalhista olímpica e primeira mulher da WNBA a enterrar durante um jogo. Com jogadores aposentados e na ativa, fica fácil perceber que Tio Drew se apoia no amor e lealdade dos fãs do basquete americano.

Acerta também com a escolha de Tiffany Haddish como a interesseira Jess e no ridículo antagonista Mookie, interpretado por Nick Kroll. Com a ótima trilha sonora e maquiagens propositalmente exageradas, Tio Drew é leve e garante boas risadas. Um filme que você com certeza já viu, mas não vai se importar em ver novamente.