3ª temporada de Supergirl

Chegou ao fim a 3ª temporada de Supergirl, encerrando a luta da Garota de Aço contra a matadora de mundos. Fique tranquilo, essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

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Mas afinal, a 3ª temporada de Supergirl foi boa?

A série da Garota de Aço teve um longo período de hiatus, o que quebrou o ritmo da história, mas ao mesmo tempo serviu para colocar algumas coisas nos trilhos. O terceiro ano se iniciou apresentando uma versão fria de Kara. Ela estava arrasada com a partida de Mon-El e tentou deixar a sua humanidade de lado, fazendo com que a super-heroína prevalecesse sobre a humana. Porém, o que torna a personagem especial é exatamente essa mistura entre o lado deusa com o lado mortal. A partir dessa premissa inicial, a 3ª temporada trabalhou esse amadurecimento psicológico e espiritual da protagonista.

A jornada de Kara Zor-El vem sendo muito bem construída ao longo dos anos. A primeira temporada se preocupou em estabelecer a personagem tirando-a da sombra do Superman. O segundo ano desenvolveu o lado afetivo da protagonista e por fim, a 3ª temporada chega com uma heroína mais madura, segura e poderosa.

Supergirl é uma série que trabalha muito bem o seu elenco, tanto que as fraquezas da história são suprimidas pelos arcos individuais de cada um. Todos tem espaço para se desenvolver e brilhar na trama, e isso é muito positivo, pois, ao longo de 20 episódios, ficaria muito cansativo se o roteiro só focasse na protagonista.

Alex (Chyler Leigh) brilhou na 3ª temporada de Supergirl. A personagem trouxe para a trama questões muito pertinentes e que conversam com os dias atuais. Independente, trabalhadora e constantemente em risco, o roteiro levantou questões ligadas a relacionamento, maternidade e carreira profissional, que fizeram Alex refletir e tomar decisões importantes para sua vida e futuro. Falando um pouco de ação, novamente ela brilhou ao protagonizar cenas eletrizantes, e assim como sua irmã, ela também deu um upgrade nos equipamentos e habilidades, o que a tornou ainda mais poderosa. Vale destacar que a química entre Melissa Benoist Chyler é incrível. As duas passam verdade, cumplicidade e afeto. A dupla funciona muito bem como irmãs e nos encantam em vários momentos.

Ainda sobre irmãs, quero destacar o episódio 06 que mostrou a versão adolescente de Alex, que foi vivida por Olivia Nikkanen, e Kara, que foi vivida por Izabela Vidovic. O capítulo foi muito sensível, emotivo e embasou a relação de amizade e cumplicidade entre as duplas.

A presença de Mon-El (Chris Wood) agregou muito na segunda temporada série. Sua partida foi sentida pela protagonista e pelos fãs, e para o nosso acalento, ele retornou no terceiro ano. Após uma temporada no futuro, o herói voltou muito mais experiente, maduro e seguro, seguindo a linha dos demais personagens. Contudo, a maturidade tirou um pouco o brilho de Mon-El. Sua versão legionária é muito mais poderosa, mas ao mesmo tempo melancólica e sofrida por conta do conflito interno que ele vive ao reencontrar o amor de sua vida. O drama amoroso que girou em torno do personagem, partiu os nossos corações. Ele está casado com uma mulher incrível, mas ao mesmo tempo, Kara e ele se amam. O que fazer? A saída que o roteiro encontrou para essa questão foi plausível, mas ao mesmo tempo triste. Chris fará falta.

É interessante observar como a mensagem de crescimento foi mantida até o fim da temporada. A vida não é um conto de fadas que dá tudo certo no final. As pessoas vêm, vão, voltam e vão novamente. No fim das contas, o importante é aproveitar e valorizar cada momento que temos com aqueles que nós amamos. O season finale reforça muito essa mensagem e tem várias cenas tocantes e emotivas.

Outro personagem que merece destaque é J’onn J’onzz (David Harewood). A 3ª temporada de Supergirl explorou o lado familiar do Marciano e entregou momentos emocionantes dele com o pai. J’onn também terminou o terceiro ano tomando decisões importantes para o seu futuro e saindo completamente da zona de conforto.

Falando das ameaças, Reign foi uma boa vilã. Poderosa, fria e cruel, a destruidora de mundos deu bastante trabalho para a Supergirl. Deixando a antagonista de lado, quero enaltecer o trabalho de Odette Annable que brilhou na pele da vilã e de Samantha Arias. A atriz roubou a cena em vários momentos e se destacou por uma atuação consistente, carismática e verdadeira. Gostei muito da sua participação nessa temporada.

Lena Luthor é uma personagem que namora com o lado negro desde sua primeira aparição. Acho clichê e sem criatividade trazê-la para as sombras. Acredito que Lena tem muito mais a agregar discordando de Kara, do que lutando contra a Garota de Aço e seguindo os passos do irmão. Não precisa disso, sabe? Mas, ao que tudo indica veremos seu lado vilanesco muito em breve. Contudo, a atriz Katie McGrath foi bem na 3ª temporada, mas, não comprei o casal que ela formou com Mehcad Brooks (Jimmy Olsen), acho que falta química entre eles.

Em linhas gerais, Supergirl entrega sua melhor temporada até agora. A história está mais interessante, assim também como os personagens, as ameaças e o arco como um todo.