Talvez Uma História de Amor

No dia 14 de junho, chega aos cinemas a comédia romântica nacional, Talvez Uma História de Amor. Fique tranquilo, essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

Semana dos Namorados

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Mas afinal, o filme é bom?

A melhor maneira de não terminar uma história de amor é não começá-la. Assim pensa Virgílio, vivido por Mateus Solano nessa comédia romântica nacional. Um personagem metódico, que busca controlar sua vida de todas as maneiras, mesmo nos mínimos detalhes. Até que um recado deixado em sua secretária eletrônica por uma mulher o desconcerta: Clara está terminando com ele, não é mais possível continuar o relacionamento dos dois. E desliga. No entanto… quem é Clara? Virgílio não se lembra dela, nem de ter se relacionado com ninguém. Os amigos comentam, os colegas de trabalho perguntam, todos de alguma forma sabiam da relação dos dois, menos ele. A partir daí, Virgílio parte em busca de encontrar essa mulher misteriosa e talvez, o amor da sua vida.

Talvez Uma História de Amor me surpreendeu demais. Não estava esperando nada, só tinha achado o trailer fofinho e entrei na sessão sem expectativas. E meus amigos, que filme lindo. O longa é leve, envolvente, sensível, divertido e encantador. Poderia passar horas conversando com vocês sobre como essa história me tocou, mas, vamos lá, vou tentar transmitir um pouco desse sentimento.

Logo de cara conhecemos Virgílio (Mateus Solano), um homem metódico, simples e até inocente. O personagem é tão apegado e preso à sua rotina e ao seu mundinho, que ele chega a ser alienado em relação à imensidão que existe além do seu apartamento. Ver uma figura como essa ser tirada da zona de conforto é intrigante. Durante o longa, você embarca na jornada de amadurecimento, crescimento e evolução junto com o protagonista. Ele não está só tentando se lembrar de uma mulher, ele está desabrochando para o mundo e se desafiando a encarar o desconhecido e o incerto. É muito bacana acompanhar essa trajetória!

O longa é repleto de pequenas, porém, marcantes participações, como Jacqueline SatoJuliana DidoneNathalia DillElisa LucindaDani CalabresaPaulinho Vilhena e Cynthia Nixon, da série Sex and the City. Cada uma dessas pessoas serviu para desenvolver e despertar alguma parte do protagonista. Todas são importantes para o processo de evolução, e é muito gostoso vê-las em tela atuando com Mateus Solano.

Do elenco coadjuvante, Marco Luque Totia Meireles servem como base para Virgílio. De formas diferentes, a dupla apoia, incentiva e dá forças para a transição do protagonista. Em tela, tanto Marco quanto Totia vão bem. Seus personagens são carismáticos e rendem divertidos momentos na trama.

Separei um parágrafo para falar de Bianca Comparato. A atriz entra na trama como uma figura completamente diferente de Virgílio. Enquanto ele é todo certinho, organizado e metódico, a jovem leva a vida de forma leve e descontraída. A relação entre eles acontece bem no meio do processo de busca do protagonista, e Bianca tem papel fundamental para a resolução do filme. A atriz vai muito bem e se destaca dentre os coadjuvantes.

Por fim, vamos falar sobre Thaila Ayala. No decorrer do filme você fica se perguntando quem poderia aparecer em tela para acabar de te envolver e emocionar. E afirmo sem medo de exageros, essa pessoa é Thaila. Logo em sua primeira cena, a atriz te encanta com a sua doçura. Você se apaixona por ela de forma instantânea, e digo isso não só pela beleza da atriz, mas muito mais por tudo o que foi construído antes dela se revelar na trama. É incrível! Tenho que destacar a química e fluidez entre Mateus Solano e Thaila. Os dois funcionam muito juntos. Eles são fofos, carismáticos e inspiradores.

Talvez Uma História de Amor tem uma excelente trilha sonora, afinal, a vida é como um filme e cada etapa e momento, merecem uma canção. Destaco a cena do apartamento, na qual a música escolhida transmite exatamente o sentimento do personagem. Cara, é lindo. A cena parece cantar a canção e tocar a melodia, tudo está em harmonia e Mateus Solano dá um show de sensibilidade e leveza.

Tudo o que acontece com o Virgílio, pode ser aplicado na vida real. Namorar é encarar o desconhecido, o incerto, é pular de um abismo sem saber a profundidade e nem aonde você vai parar. É assustador, mas ao mesmo tempo, é perceber que durante esse processo é que a magia acontece. O amor floresce a partir do momento em que você se permite sair da sua zona de conforto. Amar não é para os fracos e sim para os corajosos. Rodrigo Bernardo conseguiu pegar a essência do livro e transportar para a tela, abortando todo o turbilhão de sentimentos e emoções que vivemos durante um relacionamento.

Talvez Uma História de Amor é o melhor filme nacional até o momento. O longa te faz sentir um mix de emoções e te deixa apaixonado ao final da sessão. Não deixe de conferir nos cinemas!