Sol da Meia-Noite

No dia 14 de junho, chega aos cinemas Sol da Meia-Noite, o novo filme distribuído pela Diamond Films. Fique tranquilo, essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

imagens de Sol da Meia-Noite

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Mas afinal, o filme é bom?

No longa, Bella Thorne interpreta Katie, uma garota de 17 anos que vive trancada dentro de casa, por conta de uma doença rara que não permite que ela entre em contato com a luz do sol. Com exceção de seu pai viúvo Jack (Rob Riggle) e de sua única amiga, Morgan (Quinn Shephard), Katie não se relaciona com mais ninguém e passa os dias em companhia de seu violão. Com o anoitecer, ela pode se aventurar com segurança e frequenta uma estação de trem, onde toca para os passageiros. Uma noite, Charlie (Patrick Schwarzenegger) passa pelo local, ouve a música que Katie está tocando e a segue até a plataforma. Quando o caminho dos dois se cruza, o amor floresce e tudo muda em suas vidas.

Sol da Meia-Noite tem vários elementos clichês e previsíveis, mas ainda assim consegue ser eficiente e tocante em sua entrega final. O longa conta a história de uma menina doente sem trazer todo o peso e drama que estamos acostumados com os romances do mesmo gênero. O problema existe, mas ele não está em tela para ser sofrido e chorado. A proposta aqui é valor à vida, o tempo que temos e aproveitar ao máximo a nossa passagem por esse mundo.

Bella Thorne foi muito bem em Sol da Meia-Noite. A atriz e cantora trouxe para as telas uma jovem forte, sensível e corajosa. Katie te encanta pela vontade de viver, conhecer o mundo e ter o máximo de novas experiências que o tempo lhe permitir. A musicalidade de Bella também é um ponto muito explorado pelo longa. Com o violão quase sempre presente em cena, ela nos entrega seu lado cantora e brilha ao interpretar várias das canções presentes na trilha sonora do filme.

Patrick Schwarzenegger é uma decepção. O jovem não convence, não emociona e chega até nos irritar em alguns momentos. Sua atuação é falsa, plástica e travada. Ele está muito cru e não consegue trazer verdade nos sentimentos. Até nos momentos mais tocantes do filme, ele deixa a desejar. Desculpa Patrick, não é pessoal, mas não rolou. A nossa sorte é que a estrela de Bella Thorne brilhou tão forte que conseguiu suprir a deficiência de seu par romântico.

Rob Riggle foi muito bem no papel de Jack, pai de Katie. O ator nos apresentou um pai amigo, consciente, parceiro e apaixonado pela filha. Achei muito bonita a relação entre os dois, se todos tivessem um pai como esse, muitas mentiras e brigas não aconteceriam. Rob traz cumplicidade, confiança e acima de tudo, maturidade para as telas. A forma como seu personagem encara a vida e as situações, é admirável. Por fim, sua cena final é de partir o coração, prepare-se para se emocionar.

Quinn Shepard é uma grata surpresa. Em Sol da Meia-Noite, ela vive Morgan, a melhor amiga de Katie. A jovem traz vida, alegria, liberdade e novas experiências para a protagonista. Morgan serve como alivio para a rotina de clausura e cuidados. A relação entre elas é bem construída e a química e fluidez das atrizes em tela é muito boa.

De novo, mesmo se parecendo com mais cem filmes desse tipo que você já viu, Sol da Meia-Noite é muito bom. Sensível, musical e bem protagonizado, o longa traz para as telas romance, drama e uma boa protagonista. Vale a pena assistir!